Publicação
Estudo de padrões hidrográficos e abióticos num estuário bem misturado: o Estuário do Tejo
| Resumo: | Os sistemas estuarinos são zonas de elevada importância, uma vez que é nelas que se concentra uma grande diversidade de vida e, também, porque albergam inúmeros ecossistemas. O Estuário do Tejo (área de estudo) é um estuário de planície costeira, sendo considerado o maior estuário de Portugal. Situa-se numa região com elevada densidade populacional, e está sujeito a uma elevada pressão antropogénica, influenciando diretamente a sua hidrodinâmica e, por consequência, o transporte de propriedades físico-químicas (salinidade, temperatura, nitratos, amónia e clorofila). Neste trabalho foi realizado um estudo com o intuito de caracterizar este estuário bem misturado, em termos de padrões hidrográficos e abióticos para um ano de caudal fluvial típico. Foram estudadas a temperatura, salinidade, amónia, nitratos e a clorofila, utilizando dados obtidos para o ano de 2009, de forma a compreender como o caudal afeta estes padrões. Os resultados obtidos mostraram que as propriedades em questão apresentam ciclos de sazonalidade. A temperatura apresentou valores mais elevados no verão e mais baixos no inverno. A salinidade foi mais baixa durante o inverno (maior caudal fluvial e maiores períodos de precipitação) e mais elevada no verão (maiores períodos de evaporação). Em termos de secções longitudinais, a salinidade da água foi sempre mais elevada, quanto mais próxima da embocadura do estuário. Quanto à concentração de amónia e nitratos, os valores mais elevados observaram-se nos meses de inverno, devido aos fertilizantes presentes nas águas de escorrência, devido à precipitação e, também, devido à descarga dos efluentes agrícolas. Relativamente à concentração de clorofila, esta foi mais acentuada nos meses de verão, estando diretamente relacionada com a turbidez da coluna de água e com a penetração de radiação solar. Os resultados obtidos podem ser uma mais-valia para a melhor monitorização e controlo dos fenómenos que ocorrem neste estuário. |
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| Autores principais: | Almeida, Inês Ferreira de |
| Assunto: | Estuário Estuário do Tejo Propriedades físico-químicas Hidrodinâmica Monitorização |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Os sistemas estuarinos são zonas de elevada importância, uma vez que é nelas que se concentra uma grande diversidade de vida e, também, porque albergam inúmeros ecossistemas. O Estuário do Tejo (área de estudo) é um estuário de planície costeira, sendo considerado o maior estuário de Portugal. Situa-se numa região com elevada densidade populacional, e está sujeito a uma elevada pressão antropogénica, influenciando diretamente a sua hidrodinâmica e, por consequência, o transporte de propriedades físico-químicas (salinidade, temperatura, nitratos, amónia e clorofila). Neste trabalho foi realizado um estudo com o intuito de caracterizar este estuário bem misturado, em termos de padrões hidrográficos e abióticos para um ano de caudal fluvial típico. Foram estudadas a temperatura, salinidade, amónia, nitratos e a clorofila, utilizando dados obtidos para o ano de 2009, de forma a compreender como o caudal afeta estes padrões. Os resultados obtidos mostraram que as propriedades em questão apresentam ciclos de sazonalidade. A temperatura apresentou valores mais elevados no verão e mais baixos no inverno. A salinidade foi mais baixa durante o inverno (maior caudal fluvial e maiores períodos de precipitação) e mais elevada no verão (maiores períodos de evaporação). Em termos de secções longitudinais, a salinidade da água foi sempre mais elevada, quanto mais próxima da embocadura do estuário. Quanto à concentração de amónia e nitratos, os valores mais elevados observaram-se nos meses de inverno, devido aos fertilizantes presentes nas águas de escorrência, devido à precipitação e, também, devido à descarga dos efluentes agrícolas. Relativamente à concentração de clorofila, esta foi mais acentuada nos meses de verão, estando diretamente relacionada com a turbidez da coluna de água e com a penetração de radiação solar. Os resultados obtidos podem ser uma mais-valia para a melhor monitorização e controlo dos fenómenos que ocorrem neste estuário. |
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