Publicação
Efeito de cinzas volantes nas fases de hidratação de argamassas-cola
| Resumo: | A emissão de gases com efeito de estufa é um dos grandes problemas provenientes da produção de cimento Portland. Para tal, a utilização de cinzas volantes como substituto parcial do cimento Portland em argamassas tem sido alvo de estudo devido às vantagens a nível ambiental e das suas capacidades pozolânicas que permitem manter as propriedades mecânicas, através da formação de silicato de cálcio hidratado (C-S-H). Neste estudo foram utilizadas duas cinzas: cinzas provenientes de uma central termoelétrica de biomassa (CTB), representando potencial futuro de disponibilidade e cinzas provenientes de centrais termelétricas que funcionam a carvão mineral (CV), que representam uma realidade em declínio. Em ambas as cinzas, a soma do teor em alumina, sílica e cal é superior a 70 %, sendo que as cinzas CTB calcárias, têm uma percentagem de cal superior a 10 %, e as cinzas CV siliciosas, uma percentagem de cal inferior a 10 %. Foram preparadas diversas formulações de cimentos-cola em que se substituiu o cimento Portland por proporções mássicas iguais de cimento/cinza. Estas substituições têm a finalidade de compreender a influência das cinzas volantes para diferentes quantidades de ligante. O desempenho dos produtos obtidos foi avaliado por medições de resistência à tração perpendicular e respetivos tempos de presa. Os melhores resultados foram obtidos para as amostras contendo as cinzas CTB, tendo a formulação constituída por 17,5 % de cinza CTB e 17,5 % de cimento apresentado valores mais promissores, comparativamente às formulações sem cinza. A nível ambiental e económico, a incorporação de cinza é benéfica, uma vez que diminui o preço das formulações e das emissões de dióxido de carbono equivalente, comparando com os padrões constituídos apenas por cimento Portland. Complementarmente foi também analisado o efeito da substituição de escórias de alto-forno por cinzas volantes. Os resultados obtidos com este estudo revelaram que a utilização deste material não é promissora. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Luís Renato Barroso |
| Assunto: | Cimento Portland Cinzas volantes Argamassa-cola Tensão de aderência Análise ambiental Análise económica |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A emissão de gases com efeito de estufa é um dos grandes problemas provenientes da produção de cimento Portland. Para tal, a utilização de cinzas volantes como substituto parcial do cimento Portland em argamassas tem sido alvo de estudo devido às vantagens a nível ambiental e das suas capacidades pozolânicas que permitem manter as propriedades mecânicas, através da formação de silicato de cálcio hidratado (C-S-H). Neste estudo foram utilizadas duas cinzas: cinzas provenientes de uma central termoelétrica de biomassa (CTB), representando potencial futuro de disponibilidade e cinzas provenientes de centrais termelétricas que funcionam a carvão mineral (CV), que representam uma realidade em declínio. Em ambas as cinzas, a soma do teor em alumina, sílica e cal é superior a 70 %, sendo que as cinzas CTB calcárias, têm uma percentagem de cal superior a 10 %, e as cinzas CV siliciosas, uma percentagem de cal inferior a 10 %. Foram preparadas diversas formulações de cimentos-cola em que se substituiu o cimento Portland por proporções mássicas iguais de cimento/cinza. Estas substituições têm a finalidade de compreender a influência das cinzas volantes para diferentes quantidades de ligante. O desempenho dos produtos obtidos foi avaliado por medições de resistência à tração perpendicular e respetivos tempos de presa. Os melhores resultados foram obtidos para as amostras contendo as cinzas CTB, tendo a formulação constituída por 17,5 % de cinza CTB e 17,5 % de cimento apresentado valores mais promissores, comparativamente às formulações sem cinza. A nível ambiental e económico, a incorporação de cinza é benéfica, uma vez que diminui o preço das formulações e das emissões de dióxido de carbono equivalente, comparando com os padrões constituídos apenas por cimento Portland. Complementarmente foi também analisado o efeito da substituição de escórias de alto-forno por cinzas volantes. Os resultados obtidos com este estudo revelaram que a utilização deste material não é promissora. |
|---|