Publicação
A experiência táctil no design de interfaces para o automóvel
| Resumo: | O presente trabalho de investigação procura estudar e reflectir sobre o papel do Design na criação de artefactos que providenciem experiências sensoriais mais estimulantes. Durante uma interacção entre sujeito e artefacto todos os sentidos captam informações, incluindo o tacto, que também influencia a experiência que se tem com artefacto. Sendo assim, pretende-se evidenciar a utilidade que este sentido específico tem nas interacções quotidianas para poder analisar de que forma o Design, aliado à técnica pode contribuir para melhorar as experiências tácteis. Em primeiro lugar são estudadas as questões ligadas aos dois elementos dessa interacção: o sujeito e o artefacto. O sujeito enquanto entidade física (corpo) e cognitiva (pensamento) capaz de receber e interpretar as sensações provenientes dos artefactos; mas que também condiciona essa informação de acordo com os processos de selecção. O artefacto enquanto prolongamento do corpo desenvolvido pela necessidade que o sujeito tem de realizar tarefas; mas também pela sua componente emocional e simbólica. O sentido do tacto surge como um dos possíveis elos de ligação entre os dois elementos, tanto a nível informativo como emocional. As características inerentes a este sentido, que tem como órgão de eleição a mão, permitem o aperfeiçoamento de soluções para as interacções onde a visão domina. Sob este ponto de vista são analisadas algumas soluções criadas para o cliente português dentro da indústria automóvel e especificamente no volante, na manete das velocidades e no painel instrumental do tablier. As escolhas dos materiais, as formas que adquirem e as texturas embebidas são os elementos estudados e onde a disciplina do Design pode intervir. De uma forma geral conclui-se que a disciplina do Design encontra no sentido do tacto um meio de aperfeiçoar a comunicação entre sujeito e artefacto através do conceito de experiência táctil; sem, porém, descurar os restantes sentidos essenciais à experiência como um todo. Na indústria automóvel tal oportunidade é evidenciada a nível de segurança, conforto ou simplesmente pelo factor lúdico. Em comparação com outros artefactos, indicam-se novas possibilidades para a utilização de materiais naturais, assim como um sistema de renovação dos revestimentos do volante. |
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| Autores principais: | Filgueiras, Marta Pereira |
| Assunto: | Design de produtos Percepção sensorial Interface homem-máquina Interface gráfica Indústria automóvel - Estudos de caso |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O presente trabalho de investigação procura estudar e reflectir sobre o papel do Design na criação de artefactos que providenciem experiências sensoriais mais estimulantes. Durante uma interacção entre sujeito e artefacto todos os sentidos captam informações, incluindo o tacto, que também influencia a experiência que se tem com artefacto. Sendo assim, pretende-se evidenciar a utilidade que este sentido específico tem nas interacções quotidianas para poder analisar de que forma o Design, aliado à técnica pode contribuir para melhorar as experiências tácteis. Em primeiro lugar são estudadas as questões ligadas aos dois elementos dessa interacção: o sujeito e o artefacto. O sujeito enquanto entidade física (corpo) e cognitiva (pensamento) capaz de receber e interpretar as sensações provenientes dos artefactos; mas que também condiciona essa informação de acordo com os processos de selecção. O artefacto enquanto prolongamento do corpo desenvolvido pela necessidade que o sujeito tem de realizar tarefas; mas também pela sua componente emocional e simbólica. O sentido do tacto surge como um dos possíveis elos de ligação entre os dois elementos, tanto a nível informativo como emocional. As características inerentes a este sentido, que tem como órgão de eleição a mão, permitem o aperfeiçoamento de soluções para as interacções onde a visão domina. Sob este ponto de vista são analisadas algumas soluções criadas para o cliente português dentro da indústria automóvel e especificamente no volante, na manete das velocidades e no painel instrumental do tablier. As escolhas dos materiais, as formas que adquirem e as texturas embebidas são os elementos estudados e onde a disciplina do Design pode intervir. De uma forma geral conclui-se que a disciplina do Design encontra no sentido do tacto um meio de aperfeiçoar a comunicação entre sujeito e artefacto através do conceito de experiência táctil; sem, porém, descurar os restantes sentidos essenciais à experiência como um todo. Na indústria automóvel tal oportunidade é evidenciada a nível de segurança, conforto ou simplesmente pelo factor lúdico. Em comparação com outros artefactos, indicam-se novas possibilidades para a utilização de materiais naturais, assim como um sistema de renovação dos revestimentos do volante. |
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