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Dois mundos dois destinos: A tradição musical das beiras na obra de Fernando Lopes-Graça

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Folclorismo, revelador de uma cultura própria, renasce na obra de Fernando Lopes-Graça, a diversos níveis, nomeadamente nos de tradição não oral. Os diversos aspectos que o caracterizam manifestam-se na utilização da música tradicional na elaboração de obras do repertório erudito, reflectindo-se igualmente na forma como o compositor trabalha a melodia e a harmonia, o ritmo e o tempo. Apresentando-os segundo uma forma única e original consegue, dessa forma, traços nacionalistas, identificando-se na cultura e no saber de um povo, nas suas formas de estar, pensar e conhecer. Por outro lado, a utilização de modos rítmicos e melódicos, bem como a sua formalização por forma a atingir obras de inquietante beleza e complexidade, assim como a harmonização de cantos tradicionais portugueses das beiras, são uma constante na sua obra. Reflectindo tanto a cultura e o simbolismo de um povo, como a criação de símbolos nacionais, definem ainda estruturas musicais plenas de significado e tradição.
Autores principais:Santana, Helena
Outros Autores:Santana, Rosário
Assunto:Música popular Música erudita Fernando-Lopes Graça Cultura musical
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O Folclorismo, revelador de uma cultura própria, renasce na obra de Fernando Lopes-Graça, a diversos níveis, nomeadamente nos de tradição não oral. Os diversos aspectos que o caracterizam manifestam-se na utilização da música tradicional na elaboração de obras do repertório erudito, reflectindo-se igualmente na forma como o compositor trabalha a melodia e a harmonia, o ritmo e o tempo. Apresentando-os segundo uma forma única e original consegue, dessa forma, traços nacionalistas, identificando-se na cultura e no saber de um povo, nas suas formas de estar, pensar e conhecer. Por outro lado, a utilização de modos rítmicos e melódicos, bem como a sua formalização por forma a atingir obras de inquietante beleza e complexidade, assim como a harmonização de cantos tradicionais portugueses das beiras, são uma constante na sua obra. Reflectindo tanto a cultura e o simbolismo de um povo, como a criação de símbolos nacionais, definem ainda estruturas musicais plenas de significado e tradição.