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Espaço sala de aula: espaço potenciador das aprendizagens

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Resumo:Quem aprende? O que aprende? Onde se aprende? O espaço físico pode ser mais potenciador de uma motivação e gosto pelo acto de aprender que muitos dos conteúdos programáticos ou dos materiais didácticos utilizados. O espaço assume uma importância primordial na concepção do ensino e no desenvolvimento cognitivo, artístico e psicológico dos alunos. O sentimento de pertença sobre o espaço escolar é fundamental para a evolução do ser humano. Não existe ensino sem espaço físico ou virtual, assim como não existe ensino sem alunos. O espaço é o elo de ligação entre o aluno e o conhecimento, é através dele, e nele, que a aprendizagem se desenvolve. A organização e apropriação do espaço pedagógico (sala de aula) é o ponto de partida para que os alunos se formem enquanto seres intelectuais, criativos e autónomos. É neste sentido que o presente estudo de caso se enquadra. Realizado na Escola Secundária de Vagos, teve como objecto de estudo o espaço físico – sala de aula de Educação Visual - e como participantes, alunos da turma B do oitavo ano de escolaridade. Através de um conjunto de sessões experimentais de diferentes disposições de sala de aula, pretendeu-se recolher um conjunto de evidências de forma a comprovar que o espaço físico sala de aula potencia a motivação dos alunos e em consequência o seu desempenho e aprendizagem. Organizada em duas fases de recolha de dados, a presente investigação alcançou resultados qualitativos que comprovam a existência de uma relação directa entre espaço físico, motivação e aprendizagem. Como principais limitações destacam-se o tempo reduzido para a aplicação do estudo, a existência de um só observador e a amostra reduzida. Apesar dos resultados obtidos apenas se aplicarem a um caso particular, estes constituem um ponto de partida para investigações futuras que contemplem outro tipo de amostra e outros contextos educativos, de modo a complementar as considerações apresentadas e a organizar um conjunto de boas práticas para o ensino das Artes Visuais.
Autores principais:Neto, Sandra Isabel Gaspar
Assunto:Arquitectura escolar Sala de aula Organização espacial Motivação Processo ensino-aprendizagem
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Quem aprende? O que aprende? Onde se aprende? O espaço físico pode ser mais potenciador de uma motivação e gosto pelo acto de aprender que muitos dos conteúdos programáticos ou dos materiais didácticos utilizados. O espaço assume uma importância primordial na concepção do ensino e no desenvolvimento cognitivo, artístico e psicológico dos alunos. O sentimento de pertença sobre o espaço escolar é fundamental para a evolução do ser humano. Não existe ensino sem espaço físico ou virtual, assim como não existe ensino sem alunos. O espaço é o elo de ligação entre o aluno e o conhecimento, é através dele, e nele, que a aprendizagem se desenvolve. A organização e apropriação do espaço pedagógico (sala de aula) é o ponto de partida para que os alunos se formem enquanto seres intelectuais, criativos e autónomos. É neste sentido que o presente estudo de caso se enquadra. Realizado na Escola Secundária de Vagos, teve como objecto de estudo o espaço físico – sala de aula de Educação Visual - e como participantes, alunos da turma B do oitavo ano de escolaridade. Através de um conjunto de sessões experimentais de diferentes disposições de sala de aula, pretendeu-se recolher um conjunto de evidências de forma a comprovar que o espaço físico sala de aula potencia a motivação dos alunos e em consequência o seu desempenho e aprendizagem. Organizada em duas fases de recolha de dados, a presente investigação alcançou resultados qualitativos que comprovam a existência de uma relação directa entre espaço físico, motivação e aprendizagem. Como principais limitações destacam-se o tempo reduzido para a aplicação do estudo, a existência de um só observador e a amostra reduzida. Apesar dos resultados obtidos apenas se aplicarem a um caso particular, estes constituem um ponto de partida para investigações futuras que contemplem outro tipo de amostra e outros contextos educativos, de modo a complementar as considerações apresentadas e a organizar um conjunto de boas práticas para o ensino das Artes Visuais.