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Filtrar ou não filtrar? A decisão do tradutor no momento de aplicar um filtro cultural

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A facilidade com que atualmente acedemos a conteúdos textuais e audiovisuais com origem nas mais diversas língua-culturas levanta a questão da consciência e da recetividade às diferenças culturais e à forma como essas diferenças se repercutem nas convenções linguísticas e textuais. Permitirá a nossa experiência intercultural que lidemos mais facilmente com o estranho ou com o estrangeiro? Estaremos cada vez mais em condições de prescindir de «filtros» que adaptem esses conteúdos à nossa forma de ver o mundo? O enfoque deste artigo recai sobre as decisões e justificações de um grupo de alunos de Tradução (em formação inicial) ao traduzirem, de inglês para português, elementos linguísticos com carga cultural. Pretendemos desta forma discutir a consciência linguística e tradutológica destes estudantes e contribuir para a discussão de questões como a adequação às expectativas do leitor e à cultura da língua de chegada. Tendo por base, por um lado, o conceito de consciência linguística (Donmall, 1991; James / Garrett, 1991; Wolf 1993; Hecht, 1994; Alegre, 2001) e, por outro, os conceitos de filtro cultural (House, 1997, 2015; Chesterman, 2000) e de domesticação (Venuti, 1995), daremos conta do difícil equilíbrio entre a manutenção das especifi- cidades do texto original e a comunicação sem entraves, como parte integrante da consciência tradutológica.
Autores principais:Alegre, Teresa
Assunto:Tradução Filtro cultural Consciência linguística Consciência tradutológica
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A facilidade com que atualmente acedemos a conteúdos textuais e audiovisuais com origem nas mais diversas língua-culturas levanta a questão da consciência e da recetividade às diferenças culturais e à forma como essas diferenças se repercutem nas convenções linguísticas e textuais. Permitirá a nossa experiência intercultural que lidemos mais facilmente com o estranho ou com o estrangeiro? Estaremos cada vez mais em condições de prescindir de «filtros» que adaptem esses conteúdos à nossa forma de ver o mundo? O enfoque deste artigo recai sobre as decisões e justificações de um grupo de alunos de Tradução (em formação inicial) ao traduzirem, de inglês para português, elementos linguísticos com carga cultural. Pretendemos desta forma discutir a consciência linguística e tradutológica destes estudantes e contribuir para a discussão de questões como a adequação às expectativas do leitor e à cultura da língua de chegada. Tendo por base, por um lado, o conceito de consciência linguística (Donmall, 1991; James / Garrett, 1991; Wolf 1993; Hecht, 1994; Alegre, 2001) e, por outro, os conceitos de filtro cultural (House, 1997, 2015; Chesterman, 2000) e de domesticação (Venuti, 1995), daremos conta do difícil equilíbrio entre a manutenção das especifi- cidades do texto original e a comunicação sem entraves, como parte integrante da consciência tradutológica.