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Projeto “comunidades de aprendizagem em Portugal”: uma possibilidade de gestão escolar mais autónoma?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Escola tem vindo a ser pressionada por uma série de desafios de caráter global, no sentido de garantir o acesso e o sucesso de todas as crianças e jovens, reforçando a necessidade de se educar de forma solidária e cooperativa, enquanto são reforçados os vieses de eficiência e eficácia suscitadas pela Nova Gestão Pública na gestão e administração do que é público. Estes fatores fazem com que seja relevante refletir sobre a importância de inovação do papel da escola e no modo de como o fazer. Nesta comunicação apresenta-se a pesquisa desenvolvida no âmbito do Mestrado em Educação e Formação, na Universidade de Aveiro, que teve como objetivo geral compreender como um determinado Agrupamento de Escolas, inserido no projeto das “Comunidades de Aprendizagem” em Portugal, proposto pela Direção Geral de Educação, dentro do Projeto Medidas de Promoção do Sucesso Educativo, se apropriou deste projeto. Os objetivos específicos consistiram em: i) analisar a maneira como as lideranças atuam neste contexto e ii) perceber se a adesão a este projeto oferece uma maior autonomia na gestão administrativa e até mesmo pedagógica para o agrupamento. Em termos metodológicos, a investigação assumiu a forma de estudo de caso único, enquadrado no paradigma interpretativo de natureza qualitativa. Para além de uma análise documental, recorreu-se a entrevistas semiestruturadas com os líderes de topo e intermédio, nomeadamente o diretor e a coordenadora responsável pela implementação do projeto no Agrupamento. Esta comunicação incidiu, sobretudo, nos resultados desta pesquisa que revelam alguns aspetos relevantes como, por exemplo, o fato de que o Agrupamento, embora desenvolva algumas das atividades propostas pelo projeto “Comunidades de Aprendizagem”, as mesmas aparecem de forma complementar ao Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica, o qual também integrou. Apontam também para uma alegada autonomia na gestão pedagógica que mais parece satisfazer os pressupostos e interesses do Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica do que propriamente do Projeto “Comunidades de Aprendizagem”. Além disso, o incremento da autonomia deste Agrupamento de Escolas parece revestir-se de uma natureza executora, mais do que decisora. Finalmente, uma reflexão acerca da importância de uma gestão mais horizontal, contraposta a uma gestão focada nas lideranças de topo merece também alguma atenção.
Autores principais:Pinto, Márcia
Outros Autores:Gonçalves, Manuela
Assunto:Comunidade de aprendizagem Autonomia Lideranças
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A Escola tem vindo a ser pressionada por uma série de desafios de caráter global, no sentido de garantir o acesso e o sucesso de todas as crianças e jovens, reforçando a necessidade de se educar de forma solidária e cooperativa, enquanto são reforçados os vieses de eficiência e eficácia suscitadas pela Nova Gestão Pública na gestão e administração do que é público. Estes fatores fazem com que seja relevante refletir sobre a importância de inovação do papel da escola e no modo de como o fazer. Nesta comunicação apresenta-se a pesquisa desenvolvida no âmbito do Mestrado em Educação e Formação, na Universidade de Aveiro, que teve como objetivo geral compreender como um determinado Agrupamento de Escolas, inserido no projeto das “Comunidades de Aprendizagem” em Portugal, proposto pela Direção Geral de Educação, dentro do Projeto Medidas de Promoção do Sucesso Educativo, se apropriou deste projeto. Os objetivos específicos consistiram em: i) analisar a maneira como as lideranças atuam neste contexto e ii) perceber se a adesão a este projeto oferece uma maior autonomia na gestão administrativa e até mesmo pedagógica para o agrupamento. Em termos metodológicos, a investigação assumiu a forma de estudo de caso único, enquadrado no paradigma interpretativo de natureza qualitativa. Para além de uma análise documental, recorreu-se a entrevistas semiestruturadas com os líderes de topo e intermédio, nomeadamente o diretor e a coordenadora responsável pela implementação do projeto no Agrupamento. Esta comunicação incidiu, sobretudo, nos resultados desta pesquisa que revelam alguns aspetos relevantes como, por exemplo, o fato de que o Agrupamento, embora desenvolva algumas das atividades propostas pelo projeto “Comunidades de Aprendizagem”, as mesmas aparecem de forma complementar ao Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica, o qual também integrou. Apontam também para uma alegada autonomia na gestão pedagógica que mais parece satisfazer os pressupostos e interesses do Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica do que propriamente do Projeto “Comunidades de Aprendizagem”. Além disso, o incremento da autonomia deste Agrupamento de Escolas parece revestir-se de uma natureza executora, mais do que decisora. Finalmente, uma reflexão acerca da importância de uma gestão mais horizontal, contraposta a uma gestão focada nas lideranças de topo merece também alguma atenção.