Publicação
Atitudes e conhecimentos dos adolescentes sobre sexualidade: intervenção do enfermeiro de família
| Resumo: | No âmbito da unidade curricular de estágio, foram desenvolvidas competências no cuidado à família, através da prestação de cuidados do Enfermeiro de Família (EF), em todas as fases do seu ciclo vital. A Educação Sexual (ES) é pois, fundamental na promoção da saúde na adolescência e a intervenção do EF é valorizada pela Ordem dos Enfermeiros (OE), indicando que este é o melhor profissional para ser o gestor dos projetos neste campo de ação. O objetivo deste estudo é avaliar as atitudes e os conhecimentos dos adolescentes face à sexualidade; avaliar a perceção dos adolescentes sobre o apoio do EF e também avaliar a perceção dos enfermeiros de família da Unidade de Saúde Familiar Moliceiro (USF) relativamente ao apoio prestado no âmbito da sexualidade. O estudo é descritivo-correlacional e inclui uma componente quantitativa e outra qualitativa. Na investigação quantitativa direcionada aos adolescentes foi aplicado um questionário, o qual integra a Escala de Graffar (EG), a Escala de atitudes face à sexualidade em adolescentes e algumas questões sobre conhecimentos relativos à sexualidade. Quanto à investigação qualitativa elaborou-se um guião para a realização de um focus group (FG) aos enfermeiros de família da USF. Os adolescentes revelam maioritariamente atitudes desfavoráveis face à sexualidade mas apresentam bons conhecimentos. As atitudes e os conhecimentos dos adolescentes face à sexualidade são influenciados pelas características sociodemográficas: os adolescentes mais velhos apresentam atitudes mais favoráveis e maior conhecimento. As raparigas, bem como os adolescentes de classe alta evidenciam também um maior conhecimento. Verifica-se que a maioria dos adolescentes perceciona o apoio do EF como insuficiente e foram identificadas algumas lacunas por parte do EF em relação à sua intervenção na ES dos adolescentes. O EF assume uma intervenção ativa neste âmbito, através do desenvolvimento de metodologias inovadoras envolvendo e capacitando os adolescentes a uma vivência saudável da sexualidade. |
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| Autores principais: | Parracho, Mariana Henriques |
| Assunto: | Enfermagem de saúde familiar Sexualidade - Adolescentes Educação sexual - Adolescentes Enfermagem familiar |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | No âmbito da unidade curricular de estágio, foram desenvolvidas competências no cuidado à família, através da prestação de cuidados do Enfermeiro de Família (EF), em todas as fases do seu ciclo vital. A Educação Sexual (ES) é pois, fundamental na promoção da saúde na adolescência e a intervenção do EF é valorizada pela Ordem dos Enfermeiros (OE), indicando que este é o melhor profissional para ser o gestor dos projetos neste campo de ação. O objetivo deste estudo é avaliar as atitudes e os conhecimentos dos adolescentes face à sexualidade; avaliar a perceção dos adolescentes sobre o apoio do EF e também avaliar a perceção dos enfermeiros de família da Unidade de Saúde Familiar Moliceiro (USF) relativamente ao apoio prestado no âmbito da sexualidade. O estudo é descritivo-correlacional e inclui uma componente quantitativa e outra qualitativa. Na investigação quantitativa direcionada aos adolescentes foi aplicado um questionário, o qual integra a Escala de Graffar (EG), a Escala de atitudes face à sexualidade em adolescentes e algumas questões sobre conhecimentos relativos à sexualidade. Quanto à investigação qualitativa elaborou-se um guião para a realização de um focus group (FG) aos enfermeiros de família da USF. Os adolescentes revelam maioritariamente atitudes desfavoráveis face à sexualidade mas apresentam bons conhecimentos. As atitudes e os conhecimentos dos adolescentes face à sexualidade são influenciados pelas características sociodemográficas: os adolescentes mais velhos apresentam atitudes mais favoráveis e maior conhecimento. As raparigas, bem como os adolescentes de classe alta evidenciam também um maior conhecimento. Verifica-se que a maioria dos adolescentes perceciona o apoio do EF como insuficiente e foram identificadas algumas lacunas por parte do EF em relação à sua intervenção na ES dos adolescentes. O EF assume uma intervenção ativa neste âmbito, através do desenvolvimento de metodologias inovadoras envolvendo e capacitando os adolescentes a uma vivência saudável da sexualidade. |
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