Publicação
Cálculo das temperaturas em ligações metálicas sujeitas à ação do fogo: comparação entre várias metodologias de cálculo
| Resumo: | Este trabalho teve como principal objetivo a análise do cálculo das temperaturas em ligações metálicas sujeitas à ação do fogo, perante as alterações introduzidas na 2ª geração da Parte 1-2 do Eurocódigo 3. Procede-se também ao estudo da influência e do comprimento do coat-back (comprimento de proteção necessária) a aplicar a vigas secundárias ligadas a uma viga (ou pilar) principal protegida. São apresentados seis casos de estudo, dos quais três correspondem a ligações em estruturas completamente metálicas e os restantes três casos correspondem a ligações em estruturas mistas aço-betão. Em todos os casos foi considerada a curva padrão ISO 834. A determinação da temperatura das ligações seguiu duas metodologias de cálculo: 1) métodos simplificados, segundo o estipulado na 1ª e 2ª gerações da Parte 1-2 do Eurocódigo 3; 2) métodos avançados, através do programa de elementos finitos SAFIR. Relativamente ao coat-back utiliza-se a metodologia 2), tendo em conta o designado no Eurocódigo 4. A comparação entre as metodologias da 1ª e 2ª gerações do Eurocódigo 3 foi realizada, procedendo-se também à comparação dos resultados através das simulações numéricas realizadas. Verificou-se também pertinente proceder à determinação da temperatura dos conectores e da laje de betão das ligações em estruturas mistas aço-betão, através das metodologias 1) e 2) definidas anteriormente, sendo de referir que no caso 1) se teve em conta o estipulado no Eurocódigo 4. Por fim, constata-se que: a 2ª geração da Parte 1-2 do Eurocódigo 3 apresenta uma metodologia de cálculo mais conservativa face à 1ª geração; o comprimento do coat-back estipulado pelo Eurocódigo 4 está do lado da segurança para ligações em estruturas mistas aço-betão; os resultados da temperatura dos conectores e da laje de betão demonstram que o Eurocódigo 4 está do lado da segurança. |
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| Autores principais: | Bola, Rita Matias |
| Assunto: | Aço Fogo Modelação numérica Ligações Análises térmicas Fator de massividade |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Este trabalho teve como principal objetivo a análise do cálculo das temperaturas em ligações metálicas sujeitas à ação do fogo, perante as alterações introduzidas na 2ª geração da Parte 1-2 do Eurocódigo 3. Procede-se também ao estudo da influência e do comprimento do coat-back (comprimento de proteção necessária) a aplicar a vigas secundárias ligadas a uma viga (ou pilar) principal protegida. São apresentados seis casos de estudo, dos quais três correspondem a ligações em estruturas completamente metálicas e os restantes três casos correspondem a ligações em estruturas mistas aço-betão. Em todos os casos foi considerada a curva padrão ISO 834. A determinação da temperatura das ligações seguiu duas metodologias de cálculo: 1) métodos simplificados, segundo o estipulado na 1ª e 2ª gerações da Parte 1-2 do Eurocódigo 3; 2) métodos avançados, através do programa de elementos finitos SAFIR. Relativamente ao coat-back utiliza-se a metodologia 2), tendo em conta o designado no Eurocódigo 4. A comparação entre as metodologias da 1ª e 2ª gerações do Eurocódigo 3 foi realizada, procedendo-se também à comparação dos resultados através das simulações numéricas realizadas. Verificou-se também pertinente proceder à determinação da temperatura dos conectores e da laje de betão das ligações em estruturas mistas aço-betão, através das metodologias 1) e 2) definidas anteriormente, sendo de referir que no caso 1) se teve em conta o estipulado no Eurocódigo 4. Por fim, constata-se que: a 2ª geração da Parte 1-2 do Eurocódigo 3 apresenta uma metodologia de cálculo mais conservativa face à 1ª geração; o comprimento do coat-back estipulado pelo Eurocódigo 4 está do lado da segurança para ligações em estruturas mistas aço-betão; os resultados da temperatura dos conectores e da laje de betão demonstram que o Eurocódigo 4 está do lado da segurança. |
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