Publicação
Bacterial communities and antibiotic resistance genes in hospital effluents and municipal wastewaters of Aveiro
| Resumo: | O ambiente hospitalar é caracterizado por uma grande diversidade de diferentes espécies bacterianas, as quais podem tornar-se resistentes a antibacterianos. Apesar da natureza específica de efluentes hospitalares, estes são considerados com a mesma carga poluente e como constituintes das águas residuais urbanas, sendo descarregados para redes de esgotos urbana, recolhidos e cotratados com os efluentes municipais na ETAR. O objetivo do estudo consistiu em avaliar a estrutura das comunidades microbianas e determinar a ocorrência e abundância de genes relacionados com resistência a antibióticos (blaCTX-M, blaVIM, blaTEM, blaSHV e intl1) de efluentes hospitalares (internamento e laboratório de microbiologia) e efluentes urbanos (pré e pós-tratamento na ETAR de Cacia). Procedeu-se com a análise por DGGE e por PCR quantitativa. As amostras foram colhidas em duas estações diferentes, revelando as diferenças na estrutura da comunidade bacteriana. As comunidades dos efluentes das hospitalizações e dos efluentes de pré e pós-tratamento ficaram agrupadas no mesmo cluster, enquanto as comunidades predominantes nos efluentes do laboratório de microbiologia localizaram-se num outro cluster. Os cinco genes selecionados estavam presentes em todos os efluentes. Os efluentes hospitalares tiveram a maior abundância total dos genes do que os efluentes urbanos. De todos os genes, blaVIM teve uma abundância notável devido a sua alta abundância de águas residuais nas hospitalizações e enfermarias, seguido por Intl1. blaCTX-M, blaTEM e blaSHV demonstraram abundancias mais baixas. No que diz respeito ao tratamento biológico aplicado na ETAR de Cacia, uma vez que a abundância de genes foi menor após o tratamento, é previsível que o tratamento possa ser moderadamente eficaz. Os nossos resultados mostram que os ambientes hospitalares tendem a ser um ambiente complexos devido à elevada diversidade microbiana, às pressões seletivas criadas pelo uso de antimicrobianos e pelos eventos de transferência lateral de genes. A rede de esgotos urbanos e da ETAR de Cacia representam reservatórios de resíduos de antibióticos, determinantes de resistência a antibióticos e bactérias resistentes a antibióticos. |
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| Autores principais: | Coito, Ana Margarida Barros do |
| Assunto: | Microbiologia Bactérias patogénicas Resíduos hospitalares: Efluentes Comunidades microbiológicas Resistência a antibióticos Tratamento de águas residuais |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O ambiente hospitalar é caracterizado por uma grande diversidade de diferentes espécies bacterianas, as quais podem tornar-se resistentes a antibacterianos. Apesar da natureza específica de efluentes hospitalares, estes são considerados com a mesma carga poluente e como constituintes das águas residuais urbanas, sendo descarregados para redes de esgotos urbana, recolhidos e cotratados com os efluentes municipais na ETAR. O objetivo do estudo consistiu em avaliar a estrutura das comunidades microbianas e determinar a ocorrência e abundância de genes relacionados com resistência a antibióticos (blaCTX-M, blaVIM, blaTEM, blaSHV e intl1) de efluentes hospitalares (internamento e laboratório de microbiologia) e efluentes urbanos (pré e pós-tratamento na ETAR de Cacia). Procedeu-se com a análise por DGGE e por PCR quantitativa. As amostras foram colhidas em duas estações diferentes, revelando as diferenças na estrutura da comunidade bacteriana. As comunidades dos efluentes das hospitalizações e dos efluentes de pré e pós-tratamento ficaram agrupadas no mesmo cluster, enquanto as comunidades predominantes nos efluentes do laboratório de microbiologia localizaram-se num outro cluster. Os cinco genes selecionados estavam presentes em todos os efluentes. Os efluentes hospitalares tiveram a maior abundância total dos genes do que os efluentes urbanos. De todos os genes, blaVIM teve uma abundância notável devido a sua alta abundância de águas residuais nas hospitalizações e enfermarias, seguido por Intl1. blaCTX-M, blaTEM e blaSHV demonstraram abundancias mais baixas. No que diz respeito ao tratamento biológico aplicado na ETAR de Cacia, uma vez que a abundância de genes foi menor após o tratamento, é previsível que o tratamento possa ser moderadamente eficaz. Os nossos resultados mostram que os ambientes hospitalares tendem a ser um ambiente complexos devido à elevada diversidade microbiana, às pressões seletivas criadas pelo uso de antimicrobianos e pelos eventos de transferência lateral de genes. A rede de esgotos urbanos e da ETAR de Cacia representam reservatórios de resíduos de antibióticos, determinantes de resistência a antibióticos e bactérias resistentes a antibióticos. |
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