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Qualidade de vida e distress psicológico em pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica da APELA

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença que compromete as funções físico-motoras, uma vez que ocorre a morte dos neurónios motores. Esta deterioração, embora não comprometa as funções cognitivas, afeta significativamente a estabilidade emocional do individuo. Na atualidade tem acrescido notavelmente o índice de diagnósticos em Portugal, motivo pelo qual nasce a necessidade de estudar diversos aspetos que estejam implicados em pacientes com ELA. O presente trabalho propõe-se a estudar a qualidade de vida e os níveis de distress psicológico em pessoas diagnosticadas com ELA, a fim de conhecer e divulgar a relação existente entre estas variáveis. Para isso participaram no estudo 10 pacientes diagnosticados com ELA atendidos na Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), respondendo a um protocolo de investigação composto por entrevista clínica e instrumentos de avaliação; Questionário de qualidade de vida WHOQOL-Bref e Questionário de distress psicológico de Kessler (K10), adaptados a população portuguesa. Os resultados indicaram que existe influência dos níveis de distress elevado em alguns domínios da qualidade de vida, à exceção do domínio geral e físico. A relação significativa do distress encontra-se nos seguintes domínios: domínio de relações socias (-,639), domínio meio ambiente (-,622) e domínio psicológico (-,542). A correlação existente entre estes três domínios e o distress é inversa, o qual sugere que quando o distress aumenta poderá diminuir os valores da qualidade nos domínios mencionados. Estes valores dependeram da estabilidade emocional de cada paciente, do tipo de ELA diagnosticado, do tipo de apoio e acompanhamento profissional, familiar e social recebido, assim como, de outros fatores. É de grande importância que exista preocupação e ocupação pelos diversos profissionais quanto à investigação e intervenção em pessoas com esta doença, a fim de valorizar adequadamente o diagnostico e melhorar a qualidade de suas vidas na medida possível
Autores principais:Gonçalves, Adriana da Silva
Assunto:Esclerose lateral amiotrófica Qualidade de vida Distress psicológico
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença que compromete as funções físico-motoras, uma vez que ocorre a morte dos neurónios motores. Esta deterioração, embora não comprometa as funções cognitivas, afeta significativamente a estabilidade emocional do individuo. Na atualidade tem acrescido notavelmente o índice de diagnósticos em Portugal, motivo pelo qual nasce a necessidade de estudar diversos aspetos que estejam implicados em pacientes com ELA. O presente trabalho propõe-se a estudar a qualidade de vida e os níveis de distress psicológico em pessoas diagnosticadas com ELA, a fim de conhecer e divulgar a relação existente entre estas variáveis. Para isso participaram no estudo 10 pacientes diagnosticados com ELA atendidos na Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), respondendo a um protocolo de investigação composto por entrevista clínica e instrumentos de avaliação; Questionário de qualidade de vida WHOQOL-Bref e Questionário de distress psicológico de Kessler (K10), adaptados a população portuguesa. Os resultados indicaram que existe influência dos níveis de distress elevado em alguns domínios da qualidade de vida, à exceção do domínio geral e físico. A relação significativa do distress encontra-se nos seguintes domínios: domínio de relações socias (-,639), domínio meio ambiente (-,622) e domínio psicológico (-,542). A correlação existente entre estes três domínios e o distress é inversa, o qual sugere que quando o distress aumenta poderá diminuir os valores da qualidade nos domínios mencionados. Estes valores dependeram da estabilidade emocional de cada paciente, do tipo de ELA diagnosticado, do tipo de apoio e acompanhamento profissional, familiar e social recebido, assim como, de outros fatores. É de grande importância que exista preocupação e ocupação pelos diversos profissionais quanto à investigação e intervenção em pessoas com esta doença, a fim de valorizar adequadamente o diagnostico e melhorar a qualidade de suas vidas na medida possível