Publicação
Inundações, percepção de risco e resiliência na Amazônia Sul-Ocidental: estudo com moradores de áreas de risco em cidades do Acre
| Resumo: | Os desastres por inundações têm atingido fortemente o Estado do Acre, na Amazônia brasileira, nas últimas décadas. A capital Rio Branco sofreu com eventos sequenciais, sendo o ano de 2015 o que apresentou a maior inundação já registrada, com danos avaliados entre 200 e 600 milhões de reais. Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá e Brasiléia são cidades que também apresentaram problemas semelhantes. As inundações acarretam impactos negativos severos de ordem econômica, social e ambiental, atingindo fortemente uma população em situação de vulnerabilidade. A interação entre natureza, percepção de risco e resiliência da sociedade permite a compreensão do cenário a que se está exposto e, com isso, minimizar os impactos das inundações que estão por vir. É, portanto, necessário saber se a exposição e vulnerabilidade, afetam a percepção e resiliência. A presente pesquisa tem como objetivo geral estudar a percepção de riscos de inundação e as subsequentes condições de resiliência, em comunidades vulneráveis instaladas em áreas ameaçadas por inundações em cidades do Estado do Acre. A abordagem metodológica, parte de uma análise de literatura para construir um referencial de análise da realidade. Com base na revisão de literatura elaborou-se um modelo conceptual que contempla elementos estruturantes da análise da percepção de riscos, resiliência, participação da comunidade, capacidade adaptativa, comunicação de riscos e instituições e governança como eixos norteadores de condutas de preparação e resposta a esses eventos. Este modelo suportou o estudo analítico da série de dados oficiais sobre eventos de inundações ocorridos nas últimas décadas, bem como das percepções e condutas das comunidades frente às inundações recolhidas através de inquéritos e entrevistas. As pesquisas de campo evidenciaram condições de vulnerabilidade e exposição aos riscos, mas também, indicaram estratégias de percepção de risco, resiliência e capacidade adaptativa, de acordo com as experiências vividas, aprendizagens adquiridas e condutas preventivas e de resposta, no âmbito das comunidades estudadas. Os resultados indicam a existência de conexão entre o modelo conceptual proposto com os desafios gerados pelos resultados do estudo analítico, no sentido da prevenção de risco e aumento da resiliência a eventos de inundação. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, George Luiz Pereira |
| Assunto: | Inundações Percepção de riscos Resiliência |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Os desastres por inundações têm atingido fortemente o Estado do Acre, na Amazônia brasileira, nas últimas décadas. A capital Rio Branco sofreu com eventos sequenciais, sendo o ano de 2015 o que apresentou a maior inundação já registrada, com danos avaliados entre 200 e 600 milhões de reais. Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá e Brasiléia são cidades que também apresentaram problemas semelhantes. As inundações acarretam impactos negativos severos de ordem econômica, social e ambiental, atingindo fortemente uma população em situação de vulnerabilidade. A interação entre natureza, percepção de risco e resiliência da sociedade permite a compreensão do cenário a que se está exposto e, com isso, minimizar os impactos das inundações que estão por vir. É, portanto, necessário saber se a exposição e vulnerabilidade, afetam a percepção e resiliência. A presente pesquisa tem como objetivo geral estudar a percepção de riscos de inundação e as subsequentes condições de resiliência, em comunidades vulneráveis instaladas em áreas ameaçadas por inundações em cidades do Estado do Acre. A abordagem metodológica, parte de uma análise de literatura para construir um referencial de análise da realidade. Com base na revisão de literatura elaborou-se um modelo conceptual que contempla elementos estruturantes da análise da percepção de riscos, resiliência, participação da comunidade, capacidade adaptativa, comunicação de riscos e instituições e governança como eixos norteadores de condutas de preparação e resposta a esses eventos. Este modelo suportou o estudo analítico da série de dados oficiais sobre eventos de inundações ocorridos nas últimas décadas, bem como das percepções e condutas das comunidades frente às inundações recolhidas através de inquéritos e entrevistas. As pesquisas de campo evidenciaram condições de vulnerabilidade e exposição aos riscos, mas também, indicaram estratégias de percepção de risco, resiliência e capacidade adaptativa, de acordo com as experiências vividas, aprendizagens adquiridas e condutas preventivas e de resposta, no âmbito das comunidades estudadas. Os resultados indicam a existência de conexão entre o modelo conceptual proposto com os desafios gerados pelos resultados do estudo analítico, no sentido da prevenção de risco e aumento da resiliência a eventos de inundação. |
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