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Consumo de substâncias para dormir em estudantes do ensino superior

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os problemas de sono são muito prevalentes nos estudantes do Ensino Superior. Dentro destes, a insónia é uma das perturbações de sono mais comuns, sendo o consumo de fármacos considerado uma das abordagens de tratamento mais recorrentes nesta população, constituindo-se um problema de saúde pública. Neste sentido, o presente estudo visa caracterizar a prevalência, o padrão de substâncias prescritas medicamente e de venda livre/suplemento alimentar nos estudantes do Ensino Superior bem como, relacionar o consumo de medicação para dormir com a gravidade de insónia, esforço para dormir, sintomas de ansiedade, sintomas de depressão e locus de controlo do sono. Para isso, recolheram-se dados de uma amostra de estudantes do Ensino Superior constituída por 2029 participantes portugueses, com idades ≥18 anos, sendo aproximadamente 75% do sexo feminino e 25% do sexo masculino. Os resultados indicam que 31% da amostra estudada considera sofrer de insónia, 6% consome medicação para dormir prescrita pelo médico, 4% consome medicação de venda livre/suplemento alimentar e 2% realiza psicoterapia. Do grupo de estudantes do Ensino Superior com insónia, 19% reporta consumir medicação para dormir prescrita pelo médico, sendo os especialistas que mais prescrevem esta medicação, o médico de família/clínica geral, o psiquiatra e o neurologista. Os fármacos mais prescritos são as Benzodiazepinas, os Antidepressivos e os Medicamentos à base de plantas. Doze porcento dos estudantes com insónia consome medicação de venda livre/suplemento alimentar sendo a Valeriana a substância de venda livre/suplemento alimentar mais consumida. Dos estudantes do Ensino Superior com insónia apenas 8% realiza psicoterapia. Os resultados apontam para que os estudantes do Ensino Superior que consomem medicação para dormir, prescrita medicamente ou suplemento alimentar, apresentem maior esforço para dormir, maior gravidade de insónia, maiores níveis de ansiedade e um locus de controlo mais externo. O presente estudo contribui para o aumento do conhecimento sobre o uso de medicamentos prescritos e de venda livre/ suplemento alimentar nos estudantes do Ensino Superior. No final, discutem-se as implicações dos resultados obtidos para a conceptualização e intervenção nos problemas de sono em contexto de Ensino Superior.
Autores principais:Silva, Jéssica Raquel Marques
Assunto:Sono Insónia Medicação para dormir Medicação de venda livre/suplemento alimentar Medicação off-label Estudantes do Ensino Superior
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Os problemas de sono são muito prevalentes nos estudantes do Ensino Superior. Dentro destes, a insónia é uma das perturbações de sono mais comuns, sendo o consumo de fármacos considerado uma das abordagens de tratamento mais recorrentes nesta população, constituindo-se um problema de saúde pública. Neste sentido, o presente estudo visa caracterizar a prevalência, o padrão de substâncias prescritas medicamente e de venda livre/suplemento alimentar nos estudantes do Ensino Superior bem como, relacionar o consumo de medicação para dormir com a gravidade de insónia, esforço para dormir, sintomas de ansiedade, sintomas de depressão e locus de controlo do sono. Para isso, recolheram-se dados de uma amostra de estudantes do Ensino Superior constituída por 2029 participantes portugueses, com idades ≥18 anos, sendo aproximadamente 75% do sexo feminino e 25% do sexo masculino. Os resultados indicam que 31% da amostra estudada considera sofrer de insónia, 6% consome medicação para dormir prescrita pelo médico, 4% consome medicação de venda livre/suplemento alimentar e 2% realiza psicoterapia. Do grupo de estudantes do Ensino Superior com insónia, 19% reporta consumir medicação para dormir prescrita pelo médico, sendo os especialistas que mais prescrevem esta medicação, o médico de família/clínica geral, o psiquiatra e o neurologista. Os fármacos mais prescritos são as Benzodiazepinas, os Antidepressivos e os Medicamentos à base de plantas. Doze porcento dos estudantes com insónia consome medicação de venda livre/suplemento alimentar sendo a Valeriana a substância de venda livre/suplemento alimentar mais consumida. Dos estudantes do Ensino Superior com insónia apenas 8% realiza psicoterapia. Os resultados apontam para que os estudantes do Ensino Superior que consomem medicação para dormir, prescrita medicamente ou suplemento alimentar, apresentem maior esforço para dormir, maior gravidade de insónia, maiores níveis de ansiedade e um locus de controlo mais externo. O presente estudo contribui para o aumento do conhecimento sobre o uso de medicamentos prescritos e de venda livre/ suplemento alimentar nos estudantes do Ensino Superior. No final, discutem-se as implicações dos resultados obtidos para a conceptualização e intervenção nos problemas de sono em contexto de Ensino Superior.