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Formação inicial de professores de biologia numa instituição angolana: conceções dos formadores sobre a integração de Agendas Internacionais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo decorre de um outro desenvolvido pelos autores que pretendeu compreender a forma como um Curso de Formação Inicial de Professores de Biologia numa instituição pública angolana era concebido e operacionalizado atendendo a orientações curriculares e formativas internacionais e nacionais. Tendo em vista aprofundar esse estudo, e focando-nos, agora, nos formadores e na relevância atribuída à integração das Agendas 2030 (ONU, 2015) e 2063 (CUA, 2015) no currículo, colocou-se a seguinte questão de investigação: em que medida os formadores incluem no currículo orientações emergentes dessas agendas e, se sim, como? Para responder à questão concebeu-se, e validou-se um questionário aplicado a todos os formadores (N=16), tendo-se obtido 14 respostas. Os dados foram tratados por estatística simples e análise de conteúdo. Os principais resultados sugerem que, apesar da maioria dos respondentes terem um conhecimento reduzido dessas orientações, existem algumas evidências que podem potenciar a sua integração (por exemplo, os objetivos formativos privilegiados, práticas relatadas de alguns dos formadores, vontade manifestada de que essas orientações sejam discutidas). Assim, sugere-se a necessidade de se desenvolver uma cultura institucional que valorize o conhecimento, a reflexão, e a operacionalização curricular, conforme recomendado pela literatura, de modo a promover uma educação para a sustentabilidade tendo em conta a sua complexidade.
Autores principais:Chisingui, António Valter
Outros Autores:Costa, Nilza
Assunto:Formação inicial de professores em Angola Ensino da biologia Educação para a sustentabilidade Agendas 2030 e 2063
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O estudo decorre de um outro desenvolvido pelos autores que pretendeu compreender a forma como um Curso de Formação Inicial de Professores de Biologia numa instituição pública angolana era concebido e operacionalizado atendendo a orientações curriculares e formativas internacionais e nacionais. Tendo em vista aprofundar esse estudo, e focando-nos, agora, nos formadores e na relevância atribuída à integração das Agendas 2030 (ONU, 2015) e 2063 (CUA, 2015) no currículo, colocou-se a seguinte questão de investigação: em que medida os formadores incluem no currículo orientações emergentes dessas agendas e, se sim, como? Para responder à questão concebeu-se, e validou-se um questionário aplicado a todos os formadores (N=16), tendo-se obtido 14 respostas. Os dados foram tratados por estatística simples e análise de conteúdo. Os principais resultados sugerem que, apesar da maioria dos respondentes terem um conhecimento reduzido dessas orientações, existem algumas evidências que podem potenciar a sua integração (por exemplo, os objetivos formativos privilegiados, práticas relatadas de alguns dos formadores, vontade manifestada de que essas orientações sejam discutidas). Assim, sugere-se a necessidade de se desenvolver uma cultura institucional que valorize o conhecimento, a reflexão, e a operacionalização curricular, conforme recomendado pela literatura, de modo a promover uma educação para a sustentabilidade tendo em conta a sua complexidade.