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Utilização de Danio rerio como modelo para a estimativa do intervalo post morten com base no estado de metilação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O intervalo post mortem (IPM) descreve o período de tempo decorrido desde a morte até ao exame do cadáver. Uma estimativa precisa do IPM tem um grande impacto numa investigação criminal, no entanto, é uma tarefa bastante complexa, dada a influência de fatores intrínsecos e extrínsecos. Existem diversos métodos para a determinação de parâmetro, sendo eles baseados na anatomia patológica, bioquímica e entomologia. Uma vez que estas metodologias possuem baixa precisão e inúmeras limitações práticas, surgem os métodos genético-moleculares, baseados no estado de degradação dos ácidos nucleicos. A metilação do ADN é uma modificação epigenética estável e que varia ao longo do tempo, tornando-se útil para o desenvolvimento de um método de determinação do IPM. Foram analisados os níveis de metilação de um organismo modelo – peixe-zebra – ao longo do tempo decorrido desde a morte, no sentido de criar um modelo robusto para a estimativa do IPM. Neste estudo avaliou-se a variação ocorrida nos níveis de metilação global e na região promotora do gene EDARADD durante 6 intervalos post mortem (0h, 1h, 4h, 24h, 48h e 72h). Diversos parâmetros foram otimizados entre os quais a amostragem, extração e amplificação de ADN genómico de peixe-zebra. Na análise da metilação global, observou-se um aumento dos níveis nos intervalos post mortem iniciais, seguido de uma diminuição abrupta até às 48h post mortem. Foi possível diferenciar as amostras consoante o IPM a que pertenciam através da amplificação por q-PCR da região promotora do gene EDARADD seguida de análise HRM.
Autores principais:Pina, Rita Sabino Abrantes de
Assunto:Intervalo post mortem (IPM) Epigenética Metilação do ADN Peixe-zebra q-PCR High Resolution Melting (HRM) Genética Forense
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O intervalo post mortem (IPM) descreve o período de tempo decorrido desde a morte até ao exame do cadáver. Uma estimativa precisa do IPM tem um grande impacto numa investigação criminal, no entanto, é uma tarefa bastante complexa, dada a influência de fatores intrínsecos e extrínsecos. Existem diversos métodos para a determinação de parâmetro, sendo eles baseados na anatomia patológica, bioquímica e entomologia. Uma vez que estas metodologias possuem baixa precisão e inúmeras limitações práticas, surgem os métodos genético-moleculares, baseados no estado de degradação dos ácidos nucleicos. A metilação do ADN é uma modificação epigenética estável e que varia ao longo do tempo, tornando-se útil para o desenvolvimento de um método de determinação do IPM. Foram analisados os níveis de metilação de um organismo modelo – peixe-zebra – ao longo do tempo decorrido desde a morte, no sentido de criar um modelo robusto para a estimativa do IPM. Neste estudo avaliou-se a variação ocorrida nos níveis de metilação global e na região promotora do gene EDARADD durante 6 intervalos post mortem (0h, 1h, 4h, 24h, 48h e 72h). Diversos parâmetros foram otimizados entre os quais a amostragem, extração e amplificação de ADN genómico de peixe-zebra. Na análise da metilação global, observou-se um aumento dos níveis nos intervalos post mortem iniciais, seguido de uma diminuição abrupta até às 48h post mortem. Foi possível diferenciar as amostras consoante o IPM a que pertenciam através da amplificação por q-PCR da região promotora do gene EDARADD seguida de análise HRM.