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Avaliação do ciclo de vida de um autocarro elétrico e autónomo

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Resumo:As atuais preocupações da sociedade relativas às alterações climáticas e à dependência de recursos fósseis encorajaram várias mudanças no sector dos transportes rodoviários, incluindo a automação, eletrificação, e a promoção de um sistema de mobilidade multimodal e integrado. Além disso, espera-se que os autocarros (que constituem um tipo de transportes públicos mais frequentemente utilizados), continuem a ser a base dos futuros sistemas de mobilidade. Apesar de já existirem investigações recentes que analisam o impacte de autocarros elétricos e autónomos, ainda pouco se sabe sobre o impacte do ciclo de vida destes nos futuros sistemas de transporte público. Para preencher esta lacuna, o principal objetivo deste trabalho é conduzir uma Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) de um miniautocarro elétrico e autónomo (EAB). Para analisar os impactes ambientais associados a este veículo, foram avaliadas 18 categorias de impacte: potencial de aquecimento global, esgotamento do ozono estratosférico, radiação ionizante, formação de partículas finas, formação de ozono troposférico (saúde humana e ecossistemas terrestres), acidificação terrestre, eutrofização marinha e de agua doce, ecotoxicidade terrestre, marinha e de agua doce, toxicidade humana não carcinogénica e toxicidade humana carcinogénica, uso do solo, escassez de recursos minerais, escassez de recursos fósseis e consumo de água. Para identificar a influência de parâmetros chave no desempenho ambiental do EAB, diferentes cenários de taxa de ocupação, produção de eletricidade e vida útil foram comparados numa revisão crítica. Os resultados mostram que a fase de utilização é a que mais contribui para cada categoria de impacte devido sobretudo ao consumo de eletricidade e ao desgaste do veículo. A consideração da ocupação máxima do EAB tem o potencial de reduzir até 22% dos impactes ambientais. A substituição da eletricidade com origem no sistema eletroprodutor nacional por fontes renováveis pode potencialmente reduzir um mínimo de 1% e um máximo de 35% de todas as categorias de impacte. Potenciar o tempo de vida útil do veículo em 25% tem um potencial de redução das categorias de impacte analisadas entre 13% e 19%.
Autores principais:Ferreira, Ana Carolina Almeida Dias
Assunto:Avaliação de ciclo de vida (ACV) Mobilidade autónoma e elétrica SimaPro Impactes ambientais Miniautocarro
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:As atuais preocupações da sociedade relativas às alterações climáticas e à dependência de recursos fósseis encorajaram várias mudanças no sector dos transportes rodoviários, incluindo a automação, eletrificação, e a promoção de um sistema de mobilidade multimodal e integrado. Além disso, espera-se que os autocarros (que constituem um tipo de transportes públicos mais frequentemente utilizados), continuem a ser a base dos futuros sistemas de mobilidade. Apesar de já existirem investigações recentes que analisam o impacte de autocarros elétricos e autónomos, ainda pouco se sabe sobre o impacte do ciclo de vida destes nos futuros sistemas de transporte público. Para preencher esta lacuna, o principal objetivo deste trabalho é conduzir uma Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) de um miniautocarro elétrico e autónomo (EAB). Para analisar os impactes ambientais associados a este veículo, foram avaliadas 18 categorias de impacte: potencial de aquecimento global, esgotamento do ozono estratosférico, radiação ionizante, formação de partículas finas, formação de ozono troposférico (saúde humana e ecossistemas terrestres), acidificação terrestre, eutrofização marinha e de agua doce, ecotoxicidade terrestre, marinha e de agua doce, toxicidade humana não carcinogénica e toxicidade humana carcinogénica, uso do solo, escassez de recursos minerais, escassez de recursos fósseis e consumo de água. Para identificar a influência de parâmetros chave no desempenho ambiental do EAB, diferentes cenários de taxa de ocupação, produção de eletricidade e vida útil foram comparados numa revisão crítica. Os resultados mostram que a fase de utilização é a que mais contribui para cada categoria de impacte devido sobretudo ao consumo de eletricidade e ao desgaste do veículo. A consideração da ocupação máxima do EAB tem o potencial de reduzir até 22% dos impactes ambientais. A substituição da eletricidade com origem no sistema eletroprodutor nacional por fontes renováveis pode potencialmente reduzir um mínimo de 1% e um máximo de 35% de todas as categorias de impacte. Potenciar o tempo de vida útil do veículo em 25% tem um potencial de redução das categorias de impacte analisadas entre 13% e 19%.