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Contributo do food design para a democracia através da educação infantil: as sensações organolépticas em complemento à monitorização nutricional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo exploratório, enquadrado numa investigação em food design, tem por objectivo aferir o acervo organoléptico em cidadãos infantis (entre os 3 e os 5 anos de idade), provenientes de diferentes estratos sociais. A investigação baseia-se na avaliação estatística de inquérito submetido, estruturado pelo círculo gustativo da cultura atlântico-mediterrânica de onde provém a amostra (duas escolas na área metropolitana do Porto, Portugal). Da submissão olfactiva a 20 produtos, distribuídos por 12 tipos gustativos, conclui-seuma diferença significativa de 54% no grupo socioeconómico mais favorecido contra os 38% ao grupo mais deprimido, assim se evidenciando uma clara assimetria entre os grupos analisados.Inferindo-se causalidade entre o acervo organoléptico adquirido até aos 5 anos de vida e a posterior capacidade para adquirir novos comportamentos alimentares, reconhece-se que a alimentação infantil deve ser avaliada não só na perspectiva nutricional mas, e complementarmente, na perspectiva cultural, assim dotando os indivíduos de maior flexibilidade à inovação e adaptação ao futuro. Consequentemente, identificamos que o Estado Democrático, na sua responsabilidade de promoção igualitária de desenvolvimento social, deverá, a par da educação nutricional já implementada, acrescentar o novo domínio das competências organolépticas, promovendo cidadãos mais aptos ao progresso social, económico e sanitário.
Autores principais:Afreixo, Lígia
Outros Autores:Providência, Francisco; Rocha, Sílvia M.
Assunto:Food design Organoléptica Educação Taxonomia do gosto
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Este estudo exploratório, enquadrado numa investigação em food design, tem por objectivo aferir o acervo organoléptico em cidadãos infantis (entre os 3 e os 5 anos de idade), provenientes de diferentes estratos sociais. A investigação baseia-se na avaliação estatística de inquérito submetido, estruturado pelo círculo gustativo da cultura atlântico-mediterrânica de onde provém a amostra (duas escolas na área metropolitana do Porto, Portugal). Da submissão olfactiva a 20 produtos, distribuídos por 12 tipos gustativos, conclui-seuma diferença significativa de 54% no grupo socioeconómico mais favorecido contra os 38% ao grupo mais deprimido, assim se evidenciando uma clara assimetria entre os grupos analisados.Inferindo-se causalidade entre o acervo organoléptico adquirido até aos 5 anos de vida e a posterior capacidade para adquirir novos comportamentos alimentares, reconhece-se que a alimentação infantil deve ser avaliada não só na perspectiva nutricional mas, e complementarmente, na perspectiva cultural, assim dotando os indivíduos de maior flexibilidade à inovação e adaptação ao futuro. Consequentemente, identificamos que o Estado Democrático, na sua responsabilidade de promoção igualitária de desenvolvimento social, deverá, a par da educação nutricional já implementada, acrescentar o novo domínio das competências organolépticas, promovendo cidadãos mais aptos ao progresso social, económico e sanitário.