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Cidadania em tempos voláteis: os desafios de uma educação para a democracia no século XXI

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho tem por objetivo essencial refletir sobre a pertinência de uma educação para a democracia num tempo em que esta se encontra cada vez mais posta em causa. Tal como nas ditaduras do séc. XX, as ditaduras emergentes do séc XXI mostram, igualmente, a decadência e morte das novas democracias, apenas com uma diferença: esta ocorre de forma tão subtil que se torna impercetível para quem acredita que nela continua a viver. Poderá a educação constituir um antídoto face às novas ditaduras disfarçadas de democracia? Estará ao seu alcance formar cidadãos que saibam pensar e aprendam a refletir eticamente? Quais os limites de uma educação para a democracia? O conhecimento? O pensamento? A reflexão? O conhecimento é fundamental e contribui inevitavelmente para a formação de bons hábitos de pensamento para compreender o mundo, identificar os problemas, ajudar a encontrar novas soluções. Mas, por si só, não é capaz de nada. A questão essencial reside, pois, não somente no conhecimento, mas igualmente, na capacidade de reflexão/ação ética e crítica em valores que a escola pode ajudar a desenvolver nos seus alunos para que decisões éticas sejam tomadas de modo informado com base no conhecimento. Este será o papel essencial que as escolas poderão desempenhar através da construção de cidadãos democráticos corresponsáveis pelo “bem comum”, chamando a atenção para a importância do pensar, para o não parar de pensar e de resistir com o pensamento e a ação.
Autores principais:Pedro, Ana
Assunto:Cidadania Educação para a democracia Ética Pensar
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O presente trabalho tem por objetivo essencial refletir sobre a pertinência de uma educação para a democracia num tempo em que esta se encontra cada vez mais posta em causa. Tal como nas ditaduras do séc. XX, as ditaduras emergentes do séc XXI mostram, igualmente, a decadência e morte das novas democracias, apenas com uma diferença: esta ocorre de forma tão subtil que se torna impercetível para quem acredita que nela continua a viver. Poderá a educação constituir um antídoto face às novas ditaduras disfarçadas de democracia? Estará ao seu alcance formar cidadãos que saibam pensar e aprendam a refletir eticamente? Quais os limites de uma educação para a democracia? O conhecimento? O pensamento? A reflexão? O conhecimento é fundamental e contribui inevitavelmente para a formação de bons hábitos de pensamento para compreender o mundo, identificar os problemas, ajudar a encontrar novas soluções. Mas, por si só, não é capaz de nada. A questão essencial reside, pois, não somente no conhecimento, mas igualmente, na capacidade de reflexão/ação ética e crítica em valores que a escola pode ajudar a desenvolver nos seus alunos para que decisões éticas sejam tomadas de modo informado com base no conhecimento. Este será o papel essencial que as escolas poderão desempenhar através da construção de cidadãos democráticos corresponsáveis pelo “bem comum”, chamando a atenção para a importância do pensar, para o não parar de pensar e de resistir com o pensamento e a ação.