Publicação
Extracção supercrítica de compostos da casca de Eucalyptus globulus
| Resumo: | Esta dissertação visou estudar a extracção com dióxido de carbono supercrítico (SFE) de compostos de elevado valor acrescentado da casca de Eucalyptus globulus, nomeadamente os ácidos triterpénicos (ácido ursólico, oleanólico, betulínico e betulónico) e os seus derivados acetilados. Para tal foram conduzidas experiências para avaliar a influência das condições operatórias da SFE (pressão, temperatura e percentagem do co-solvente utilizado - etanol) sobre o rendimento e a selectividade da extracção. Realizaram-se extracções com CO2 supercrítico para combinações de 120 e 200 bar, 40 e 60ºC, 0 e 5% de etanol, obtendo-se as respectivas quatro curvas cumulativas de extracção. Foi ainda realizada uma extracção em Soxhlet com diclorometano , que serviu de referência para a avaliação das referidas curvas de extracção,Os extractos obtidos foram analisados por GC-MS. Os rendimentos globais de extracção dependeram da pressão e temperatura do CO2, mas muito particularmente do conteúdo em etanol, chegando a duplicar o seu valor após introdução de 5% de álcool. O rendimento de extracção mais elevado (m/m) foi de 0.98% obtido a 200 bar, 60°C com 5% de etanol. Os ácidos triterpénicos foram a família de compostos presentes em maior quantidade nos extractos, correspondendo em média a cerca de metade da sua massa total. Dentro desta fracção encontra-se maioritariamente o ácido 3-acetilursólico, que pode ser hidrolisado para formar ácido ursólico e assim potenciar a sua concentração no extracto, passandoa de cerca de um terço para aproximadamente metade dos ácidos triterpénicos extraídos. Em todos os casos, os ácidos acetilados e o ácido betulónico foram mais facilmente extraídos por serem menos polares que os ácidos não acetilados. Por exemplo, a 200 bar, 60ºC e 5% de etanol foi possível recuperar completamente os ácidos 3-acetilursólico e betulónico e 85% do 3-acetiloleanólico, ao contrário dos restantes ácidos que só foram extraídos até 57% do seu máximo. Os resultados obtidos, mostram que a extracção supercrítica permite obter um teor mais elevado de ácidos triterpénicos do que métodos convencionais de extracção com solventes orgânicos, embora com rendimentos inferiores. |
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| Autores principais: | Coelho, Roberto Carlos Gaspar Gomes |
| Assunto: | Engenharia química Produtos naturais Celulose Lenhina Extracção química Extracção supercrítica |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Esta dissertação visou estudar a extracção com dióxido de carbono supercrítico (SFE) de compostos de elevado valor acrescentado da casca de Eucalyptus globulus, nomeadamente os ácidos triterpénicos (ácido ursólico, oleanólico, betulínico e betulónico) e os seus derivados acetilados. Para tal foram conduzidas experiências para avaliar a influência das condições operatórias da SFE (pressão, temperatura e percentagem do co-solvente utilizado - etanol) sobre o rendimento e a selectividade da extracção. Realizaram-se extracções com CO2 supercrítico para combinações de 120 e 200 bar, 40 e 60ºC, 0 e 5% de etanol, obtendo-se as respectivas quatro curvas cumulativas de extracção. Foi ainda realizada uma extracção em Soxhlet com diclorometano , que serviu de referência para a avaliação das referidas curvas de extracção,Os extractos obtidos foram analisados por GC-MS. Os rendimentos globais de extracção dependeram da pressão e temperatura do CO2, mas muito particularmente do conteúdo em etanol, chegando a duplicar o seu valor após introdução de 5% de álcool. O rendimento de extracção mais elevado (m/m) foi de 0.98% obtido a 200 bar, 60°C com 5% de etanol. Os ácidos triterpénicos foram a família de compostos presentes em maior quantidade nos extractos, correspondendo em média a cerca de metade da sua massa total. Dentro desta fracção encontra-se maioritariamente o ácido 3-acetilursólico, que pode ser hidrolisado para formar ácido ursólico e assim potenciar a sua concentração no extracto, passandoa de cerca de um terço para aproximadamente metade dos ácidos triterpénicos extraídos. Em todos os casos, os ácidos acetilados e o ácido betulónico foram mais facilmente extraídos por serem menos polares que os ácidos não acetilados. Por exemplo, a 200 bar, 60ºC e 5% de etanol foi possível recuperar completamente os ácidos 3-acetilursólico e betulónico e 85% do 3-acetiloleanólico, ao contrário dos restantes ácidos que só foram extraídos até 57% do seu máximo. Os resultados obtidos, mostram que a extracção supercrítica permite obter um teor mais elevado de ácidos triterpénicos do que métodos convencionais de extracção com solventes orgânicos, embora com rendimentos inferiores. |
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