Publication
Utopias e distopias feministas: futuros alternativos e novas tecnologias reprodutivas
| Summary: | As utopias feministas podem ser descritas como exercícios intelectuais de extrapolação futura e invenção crítica de novos cenários familiares, sociais e políticos mais adequados a visões de um mundo melhor, de um ponto de vista feminino, liberto de rígidas e repressivas estruturas patriarcais. Neste sentido transformam-se em instrumentos extremamente úteis na visualisação de mundos mais igualitários. As distopias, por seu lado, surgem predominantemente em tempos de crise, dramatizando as problemáticas dominantes e por vezes levando as suas possíveis ramificações até às consequências mais drásticas, constituindo-se como um aviso e chamada de atenção para problemas futuros que poderão ainda ser prevenidos se lhes for prestada a atenção devida e encontradas soluções para os resolver. A par de uma visão geral e contextualização dos maiores agrupamentos de utopias e distopias feministas este artigo elencará algumas das temáticas sobre as quais estas narrativas incidem mais enfaticamente e analisará mais em pormenor de que maneira a biologia feminina tem condicionado o papel da mulher, reflectindo também sobre as possibilidades de mudança que se perfilam num horizonte próximo como resultado da implementação de novas tecnologias reprodutivas. |
|---|---|
| Main Authors: | Ferreira, Maria Aline |
| Subject: | Utopia Sociedades separatistas Igualdade de género Novas tecnologias reprodutivas Ectogénese |
| Year: | 2019 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Aveiro |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Summary: | As utopias feministas podem ser descritas como exercícios intelectuais de extrapolação futura e invenção crítica de novos cenários familiares, sociais e políticos mais adequados a visões de um mundo melhor, de um ponto de vista feminino, liberto de rígidas e repressivas estruturas patriarcais. Neste sentido transformam-se em instrumentos extremamente úteis na visualisação de mundos mais igualitários. As distopias, por seu lado, surgem predominantemente em tempos de crise, dramatizando as problemáticas dominantes e por vezes levando as suas possíveis ramificações até às consequências mais drásticas, constituindo-se como um aviso e chamada de atenção para problemas futuros que poderão ainda ser prevenidos se lhes for prestada a atenção devida e encontradas soluções para os resolver. A par de uma visão geral e contextualização dos maiores agrupamentos de utopias e distopias feministas este artigo elencará algumas das temáticas sobre as quais estas narrativas incidem mais enfaticamente e analisará mais em pormenor de que maneira a biologia feminina tem condicionado o papel da mulher, reflectindo também sobre as possibilidades de mudança que se perfilam num horizonte próximo como resultado da implementação de novas tecnologias reprodutivas. |
|---|