Publicação
Análise de urina para o despiste de infeções sexualmente transmissíveis em contexto hospitalar
| Resumo: | As Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são consideradas um desafio de saúde pública, dada a sua elevada taxa de transmissão, frequentemente potenciada pela ausência de sintomatologia. As ISTs são frequentemente diagnosticadas por PCR, utilizando diversos tipos de amostras. De entre elas, a urina destaca-se pela fácil recolha de forma não invasiva, facilidade de obtenção e simplicidade no seu manuseamento e conservação. No Hospital Infante D. Pedro (HIP), onde decorreu o estágio que deu origem a este relatório, a pesquisa de ISTs é efetuada através do aparelho Alinity m. Este equipamento deteta simultaneamente Chlamydia trachomatis (CT), Neisseria gonorrhoeae (NG), Trichomonas vaginalis (TV) e Mycoplasma genitalium (MG). A elevada incidência de ISTs no HIP, associada à necessidade de controlo de qualidade e melhoria contínua do setor de biologia molecular, justificou a elaboração de instruções de trabalho, acompanhadas de fluxogramas, com uma explicação detalhada do processo de análise de urina e o funcionamento do aparelho de deteção (Alinity m). Estes documentos não só promovem a uniformização dos procedimentos, em linha com os princípios da governação clínica, como também contribuem para a capacitação dos profissionais de saúde. Durante o período de estágio, foram analisadas 1076 amostras para pesquisa de ISTs, das quais 173 apresentaram um resultado positivo para, pelo menos, um dos agentes patogénicos. NG foi o agente patogénico diagnosticado mais frequentemente (6,51%; IC 95% [5,03%;7,98%])), seguido por MG (5,30%; IC 95% [3,96%;6,64%])), por CT (5,11%; IC 95% [3,80%;6,43%])) e por TV (1,21%; IC 95% [0,56%;1,86%])). Verificou-se uma maior prevalência de casos no sexo masculino e na faixa etária dos 25 aos 39 anos. Por fim, os dados obtidos reforçam a importância dos rastreios como medida de prevenção primária, bem como da sensibilização da população para os riscos associados a estas infeções. |
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| Autores principais: | Sampaio, Mariana Emília Teixeira |
| Assunto: | Infeções sexualmente transmissíveis Diagnóstico molecular Análise de urina Chlamydia trachomatis Neisseria gonorroheae Trichomonas vaginalis Mycoplasma genitalium Governação clínica Controlo de qualidade Instruções de trabalho |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | As Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são consideradas um desafio de saúde pública, dada a sua elevada taxa de transmissão, frequentemente potenciada pela ausência de sintomatologia. As ISTs são frequentemente diagnosticadas por PCR, utilizando diversos tipos de amostras. De entre elas, a urina destaca-se pela fácil recolha de forma não invasiva, facilidade de obtenção e simplicidade no seu manuseamento e conservação. No Hospital Infante D. Pedro (HIP), onde decorreu o estágio que deu origem a este relatório, a pesquisa de ISTs é efetuada através do aparelho Alinity m. Este equipamento deteta simultaneamente Chlamydia trachomatis (CT), Neisseria gonorrhoeae (NG), Trichomonas vaginalis (TV) e Mycoplasma genitalium (MG). A elevada incidência de ISTs no HIP, associada à necessidade de controlo de qualidade e melhoria contínua do setor de biologia molecular, justificou a elaboração de instruções de trabalho, acompanhadas de fluxogramas, com uma explicação detalhada do processo de análise de urina e o funcionamento do aparelho de deteção (Alinity m). Estes documentos não só promovem a uniformização dos procedimentos, em linha com os princípios da governação clínica, como também contribuem para a capacitação dos profissionais de saúde. Durante o período de estágio, foram analisadas 1076 amostras para pesquisa de ISTs, das quais 173 apresentaram um resultado positivo para, pelo menos, um dos agentes patogénicos. NG foi o agente patogénico diagnosticado mais frequentemente (6,51%; IC 95% [5,03%;7,98%])), seguido por MG (5,30%; IC 95% [3,96%;6,64%])), por CT (5,11%; IC 95% [3,80%;6,43%])) e por TV (1,21%; IC 95% [0,56%;1,86%])). Verificou-se uma maior prevalência de casos no sexo masculino e na faixa etária dos 25 aos 39 anos. Por fim, os dados obtidos reforçam a importância dos rastreios como medida de prevenção primária, bem como da sensibilização da população para os riscos associados a estas infeções. |
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