Publicação
As fraudes nas demonstrações financeiras: responsabilidade das administrações e ROC's
| Resumo: | A sociedade, maioritariamente estruturada numa óptica de economia de mercado, exige que a função de auditoria seja cada vez mais interveniente no diagnosticar de determinadas situações, como é o caso da viabilidade da empresa, na denúncia de fraudes e de actos ilegais, na apreciação da economia, eficiência e eficácia das organizações. Assim, o produto auditoria, sua natureza e funções, tem urgentemenfe que ser clarificado, para que possa responder de forma adequada As expectativas do público. Com efeito, considera-se que o âmbito da auditoria deve ser ampliado para assim satisfazer as exigências da sociedade, pois espera-se que forneça um certo nível de segurança, bem como uma resposta aos seus problemas actuais. O ambíguo conceito de auditoria conduz a confrontos entre os auditores e os utilizadores da informação financeira, tendo como consequência a frequente acusação de que os primeiros não aalrtam para falhas na organização, apesar de validarem as demonstrações financeiras. A auditoria financeira, considerada como um exame independente que exprime uma opinião sobre as demonstrações financeiras, e às quais, em princípio, deveria conferir credibilidade - objectivo bhsico de uma auditoria - é objecto de todo um conjunto de críticas que exprimem visíveis preocupações da sociedade contemporânea em relação a esta pratica fortemente institucionaiizada na sociedade moderna, que leva a que seja apelidada de "sociedade de auditoria". Todavia, sendo os reparos legítimos numa óptica social, devem ou deveriam ter em consideração que o processo de auditoria depende da capacidade das demonstrações financeiras reflectirem, ou não, a realidade económica da empresa. Consequentemente, a problemática das diferenças de expectativas, não pode, nem deve, recair apenas sobre o auditor, mas também, sobre todo o processo contabillstico, visto como apoiítico, de natureza meramente instrumental, que assiste as decisões económico-racionais. Esta imagem é difícil de sustentar, na medida em que o estabelecimento de normas contabilísticas tem uma natureza politica, constituindo. por isso, a contabilidade e a auditoria que a valida, uma determinada visão da realidade social. O diálogo entre a sociedade e a auditoria carece de reforço, de forma a encontrar um ponto de equilíbrio entre ambas as partes. |
|---|---|
| Autores principais: | Marques, Paula Cristina de Almeida |
| Assunto: | Contabilidade e auditoria Auditoria financeira Contabilidade de gestão |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A sociedade, maioritariamente estruturada numa óptica de economia de mercado, exige que a função de auditoria seja cada vez mais interveniente no diagnosticar de determinadas situações, como é o caso da viabilidade da empresa, na denúncia de fraudes e de actos ilegais, na apreciação da economia, eficiência e eficácia das organizações. Assim, o produto auditoria, sua natureza e funções, tem urgentemenfe que ser clarificado, para que possa responder de forma adequada As expectativas do público. Com efeito, considera-se que o âmbito da auditoria deve ser ampliado para assim satisfazer as exigências da sociedade, pois espera-se que forneça um certo nível de segurança, bem como uma resposta aos seus problemas actuais. O ambíguo conceito de auditoria conduz a confrontos entre os auditores e os utilizadores da informação financeira, tendo como consequência a frequente acusação de que os primeiros não aalrtam para falhas na organização, apesar de validarem as demonstrações financeiras. A auditoria financeira, considerada como um exame independente que exprime uma opinião sobre as demonstrações financeiras, e às quais, em princípio, deveria conferir credibilidade - objectivo bhsico de uma auditoria - é objecto de todo um conjunto de críticas que exprimem visíveis preocupações da sociedade contemporânea em relação a esta pratica fortemente institucionaiizada na sociedade moderna, que leva a que seja apelidada de "sociedade de auditoria". Todavia, sendo os reparos legítimos numa óptica social, devem ou deveriam ter em consideração que o processo de auditoria depende da capacidade das demonstrações financeiras reflectirem, ou não, a realidade económica da empresa. Consequentemente, a problemática das diferenças de expectativas, não pode, nem deve, recair apenas sobre o auditor, mas também, sobre todo o processo contabillstico, visto como apoiítico, de natureza meramente instrumental, que assiste as decisões económico-racionais. Esta imagem é difícil de sustentar, na medida em que o estabelecimento de normas contabilísticas tem uma natureza politica, constituindo. por isso, a contabilidade e a auditoria que a valida, uma determinada visão da realidade social. O diálogo entre a sociedade e a auditoria carece de reforço, de forma a encontrar um ponto de equilíbrio entre ambas as partes. |
|---|