Publicação
Caracterização mecânica de fibras naturais, estudo da aplicação em compósito
| Resumo: | A utilização de matérias-primas naturais e renováveis é uma mais-valia no caminho por um futuro sustentável. A grande disponibilidade da casca de Eucalyptus globulus, decorrente da exploração da sua madeira, torna-a num recurso abundante e de baixo custo. O estudo das suas propriedades mecânicas e das suas aplicações são ainda diminutos, pelo que o presente trabalho é marcado por um âmbito exploratório em ambos esses campos. Após a recolha da casca do eucalipto esta é sujeita a uma análise morfológica em cru, sendo analisados parâmetros como a espessura e a orientação das suas fibras e, ainda, características como a densidade ou a variabilidade do teor de humidade na casca. Várias metodologias, como a maceração ou a raspagem , são aplicadas no isolamento das fibras. Tal isolamento mostra-se frustrado, pelo que a casca é utilizada ou moída ou em filamentos. A casca do eucalipto foi separada em dois, floema, ou interior, e periderme, ou exterior, sendo as suas propriedades mecânicas avaliadas através da realização de ensaios de tracção. Verifica-se que as características da casca exterior são bastante superiores às da casca interior, sendo semelhantes às das fibras de juta. Foram fabricados provetes compósitos numa matriz de resina epoxídica em que a casca exterior foi utilizada moída e em filamentos. As características mecânicas dos compósitos ficaram aquém das expectativas, tendo-se revelado a diminuição destas quando comparadas às da resina pura. Contudo, os guarnecidos de filamentos de casca apresentam características mecânicas superiores aos de casca moída. Tais resultados devem-se a condicionantes como o tratamento alcalino não ter conseguido suprir por completo o escorregamento das fibras dentro da matriz polimérica, assim como o método de deposição de resina ter causado um aumento da porosidade do compósito. Também se conclui que, devido ao não isolamento da fibra, não se conseguiram apurar as propriedades da fibra propriamente dita, mas sim da estrutura da casca como um todo. |
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| Autores principais: | Silva, Vasco Henriques Augusto da |
| Assunto: | Eucalyptus globulus Fibras vegetais Casca Propriedades mecânicas Compósito |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A utilização de matérias-primas naturais e renováveis é uma mais-valia no caminho por um futuro sustentável. A grande disponibilidade da casca de Eucalyptus globulus, decorrente da exploração da sua madeira, torna-a num recurso abundante e de baixo custo. O estudo das suas propriedades mecânicas e das suas aplicações são ainda diminutos, pelo que o presente trabalho é marcado por um âmbito exploratório em ambos esses campos. Após a recolha da casca do eucalipto esta é sujeita a uma análise morfológica em cru, sendo analisados parâmetros como a espessura e a orientação das suas fibras e, ainda, características como a densidade ou a variabilidade do teor de humidade na casca. Várias metodologias, como a maceração ou a raspagem , são aplicadas no isolamento das fibras. Tal isolamento mostra-se frustrado, pelo que a casca é utilizada ou moída ou em filamentos. A casca do eucalipto foi separada em dois, floema, ou interior, e periderme, ou exterior, sendo as suas propriedades mecânicas avaliadas através da realização de ensaios de tracção. Verifica-se que as características da casca exterior são bastante superiores às da casca interior, sendo semelhantes às das fibras de juta. Foram fabricados provetes compósitos numa matriz de resina epoxídica em que a casca exterior foi utilizada moída e em filamentos. As características mecânicas dos compósitos ficaram aquém das expectativas, tendo-se revelado a diminuição destas quando comparadas às da resina pura. Contudo, os guarnecidos de filamentos de casca apresentam características mecânicas superiores aos de casca moída. Tais resultados devem-se a condicionantes como o tratamento alcalino não ter conseguido suprir por completo o escorregamento das fibras dentro da matriz polimérica, assim como o método de deposição de resina ter causado um aumento da porosidade do compósito. Também se conclui que, devido ao não isolamento da fibra, não se conseguiram apurar as propriedades da fibra propriamente dita, mas sim da estrutura da casca como um todo. |
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