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The effect of anticancer drugs prodiginines in PP1 in melanoma

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Resumo:Um dos principais mecanismos reguladores da função celular é a fosforilação de proteínas. É de focar que a fosforilação anormal de proteínas-chave pode estar associada a várias patologias, incluindo o cancro. Embora já existam muitos estudos sobre cinases no cancro, o conhecimento sobre as fosfatases que antagonizam a acção das cinases é muito menos. A PP1, uma das principais proteínas fosfatase de serina/treonina expressa em todas as células eucarióticas, está envolvida em vários processos celulares incluindo apoptosis e ciclo celular. Na realidade, diversos estudos demonstram que a PP1 regula variadas proteínas que são elementos-chave no processo de tumorigenesis. A AKT, uma cinase serina/treonina que se encontra desregulada em vários tipos de cancro, é um factor crucial na progressão e sobrevivência de melanoma. Prodigiosina, um membro da família de metabolitos secundários tripirrolicos pigmentados de vermelho, as prodigininas, demonstra propriedades anticancerigenas em vários tipos de cancro. Na verdade alguns estudos verificaram que a AKT é desfosforilada pela prodigiosina embora ainda seja desconhecido o mecanismo pelo qual tal acontece. Dada a importância da AKT na progressão e sobrevivência do melanoma e a capacidade da PP1 em desfosforilar a AKT é possível que a PP1 esteja envolvida em tal mecanismo. Os resultados preliminares demonstraram que a PP1 liga-se a um membro da família das prodigininas provando a interacção entre estas moléculas. Por outro lado, ensaios em linhas celulares de melanoma usando tratamentos com prodigiosina e cantaridina, um inibidor da PP1, demonstraram que a prodigiosina afecta isoformas da PP1 diferencialmente. Estes resultados sugerem que a prodigiosina actua em duas vias de sinalização distintas em melanoma, a via da AKT e a da MAPK, uma vez que alteração nos níveis de PP1α, uma das isoformas da PP1, se correlaciona com a variação dos níveis de fosforilação da AKT e as mudanças nos níveis da PP1γ com a variação dos níveis de fosforilação da MAPK. Com estes resultados propomos um modelo de como a prodigiosina desfosforila a AKT e como este processo contribui para a indução da morte celular em células de melanoma. Esperamos que este modelo ajude na compreensão do mecanismo de acção da prodigiosina bem como no reconhecimento das fosfatases como novos alvos terapêuticos no tratamento de cancro.
Autores principais:Figueiredo, João Daniel Amaral
Assunto:Biomedicina Proteínas Fosforilação
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:inglês
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Um dos principais mecanismos reguladores da função celular é a fosforilação de proteínas. É de focar que a fosforilação anormal de proteínas-chave pode estar associada a várias patologias, incluindo o cancro. Embora já existam muitos estudos sobre cinases no cancro, o conhecimento sobre as fosfatases que antagonizam a acção das cinases é muito menos. A PP1, uma das principais proteínas fosfatase de serina/treonina expressa em todas as células eucarióticas, está envolvida em vários processos celulares incluindo apoptosis e ciclo celular. Na realidade, diversos estudos demonstram que a PP1 regula variadas proteínas que são elementos-chave no processo de tumorigenesis. A AKT, uma cinase serina/treonina que se encontra desregulada em vários tipos de cancro, é um factor crucial na progressão e sobrevivência de melanoma. Prodigiosina, um membro da família de metabolitos secundários tripirrolicos pigmentados de vermelho, as prodigininas, demonstra propriedades anticancerigenas em vários tipos de cancro. Na verdade alguns estudos verificaram que a AKT é desfosforilada pela prodigiosina embora ainda seja desconhecido o mecanismo pelo qual tal acontece. Dada a importância da AKT na progressão e sobrevivência do melanoma e a capacidade da PP1 em desfosforilar a AKT é possível que a PP1 esteja envolvida em tal mecanismo. Os resultados preliminares demonstraram que a PP1 liga-se a um membro da família das prodigininas provando a interacção entre estas moléculas. Por outro lado, ensaios em linhas celulares de melanoma usando tratamentos com prodigiosina e cantaridina, um inibidor da PP1, demonstraram que a prodigiosina afecta isoformas da PP1 diferencialmente. Estes resultados sugerem que a prodigiosina actua em duas vias de sinalização distintas em melanoma, a via da AKT e a da MAPK, uma vez que alteração nos níveis de PP1α, uma das isoformas da PP1, se correlaciona com a variação dos níveis de fosforilação da AKT e as mudanças nos níveis da PP1γ com a variação dos níveis de fosforilação da MAPK. Com estes resultados propomos um modelo de como a prodigiosina desfosforila a AKT e como este processo contribui para a indução da morte celular em células de melanoma. Esperamos que este modelo ajude na compreensão do mecanismo de acção da prodigiosina bem como no reconhecimento das fosfatases como novos alvos terapêuticos no tratamento de cancro.