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“Presos pelo Santo Ofício”. O destino dos bens de cristãos-novos da comunidade de Leiria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste estudo, o autor analisa e documenta a questão do impacto das prisões de cristãos-novos da comunidade de Leiria pelo Tribunal do Santo Ofício, tanto em termos económicos, como no campo da memória social em torno do acontecimento local que era a prisão do “cristão-novo”. Nalguma documentação leiriense, notarial, conventual e de arquivos de antigas famílias, dos séculos xvi e xvii, distinta da que habitualmente se conserva nos acervos oficiais do arquivo do Santo Ofício, preservado na Torre do Tombo, surgem, efetivamente, referências aos membros desta comunidade, dando testemunho da sua participação na vida quotidiana da cidade ou revelando o destino dos seus bens materiais, quando detidos pela Inquisição, por norma vendidos na praça pública, em leilões, permitindo a transferência e a acumulação desse património por parte das aristocracias cristãs-velhas leirienses.
Autores principais:Gomes, Saul António
Assunto:Cristãos-novos Leiria Prisões Património
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Neste estudo, o autor analisa e documenta a questão do impacto das prisões de cristãos-novos da comunidade de Leiria pelo Tribunal do Santo Ofício, tanto em termos económicos, como no campo da memória social em torno do acontecimento local que era a prisão do “cristão-novo”. Nalguma documentação leiriense, notarial, conventual e de arquivos de antigas famílias, dos séculos xvi e xvii, distinta da que habitualmente se conserva nos acervos oficiais do arquivo do Santo Ofício, preservado na Torre do Tombo, surgem, efetivamente, referências aos membros desta comunidade, dando testemunho da sua participação na vida quotidiana da cidade ou revelando o destino dos seus bens materiais, quando detidos pela Inquisição, por norma vendidos na praça pública, em leilões, permitindo a transferência e a acumulação desse património por parte das aristocracias cristãs-velhas leirienses.