Publicação
Funcionamento familiar e desenvolvimento da linguagem em crianças em idade pré-escolar: famílias nucleares com dois filhos
| Resumo: | Enquadramento: A família desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da criança. Contudo, são escassos os estudos acerca da influência do funcionamento familiar no desenvolvimento linguístico das crianças, não se conhecendo estudos desta relação no desenvolvimento típico. Objetivos: Analisar o funcionamento familiar e o desenvolvimento da linguagem em crianças em idade pré-escolar, em famílias nucleares com dois filhos. Métodos: Estudo exploratório com desenho transversal, de tipo descritivo-correlacional. A amostra é constituída por 110 díades crianças/familiar. Os instrumentos de recolha de dados foram: questionário sociodemográfico, TL-ALPE e versão portuguesa da FACES-IV. Os resultados foram analisados com recurso à estatística descritiva e inferencial. Resultados: Na amostra (n=110), a maioria dos adultos é do género feminino (n=105; 95,5%), com uma média etária de 36,35±3,81 anos. 50,9% (n=56) das crianças são do género feminino e a média de idades é 55,20±10,83 meses. Os resultados evidenciam uma pontuação média de 102,67±11,18 na Expressão Verbal Oral (EVO) e 106,12±11,06 na Compreensão Auditiva (CA) no TL-APLE. Na FACES-IV, especificamente nas Escalas Equilibradas de Coesão e Flexibilidade, as famílias oscilaram entre coesas (n=19; 17,3%) / flexíveis (n=52; 47,3%) e muito coesas (n=91; 82,7%) / muito flexíveis (n=58; 52,7%). Nas Escalas Desequilibradas, o nível de desligamento foi maioritariamente muito baixo (n=104; 94,5%); quanto ao nível de interligação emaranhada, variou sobretudo entre muito baixo (n=54; 49,1%) e baixo (n=48; 43,6%); quanto ao nível de rigidez, oscilou essencialmente entre muito baixo (n=23; 20,9%), baixo (n=53; 48,2%) e moderado (n=29; 26,4%); quanto ao nível de relação caótica, variou principalmente entre muito baixo (n=87; 79,1%) e baixo (n=20; 18,2%). Verificou-se que crianças com um funcionamento familiar mais coeso e com uma boa comunicação familiar pontuam mais alto na EVO e na CA e ainda que crianças com um funcionamento familiar mais rígido pontuam mais baixo na CA. Conclusão: Os resultados sugerem alguma relação entre o funcionamento familiar e o desenvolvimento da linguagem, contudo, são necessários mais estudos com famílias com diferentes tipos de funcionamento, incluindo as desequilibradas/disfuncionais, para analisar a extensão destes resultados. Além disso, é importante analisar o papel de outras variáveis que possam moderar a relação entre o funcionamento familiar e os resultados linguísticos das crianças. |
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| Autores principais: | Rocha, Rosália Cristiana Gonçalves da |
| Assunto: | Linguagem Desenvolvimento da linguagem na criança Pré-escolar Famílias Família nuclear tradicional Funcionamento familiar Papel da família |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Enquadramento: A família desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da criança. Contudo, são escassos os estudos acerca da influência do funcionamento familiar no desenvolvimento linguístico das crianças, não se conhecendo estudos desta relação no desenvolvimento típico. Objetivos: Analisar o funcionamento familiar e o desenvolvimento da linguagem em crianças em idade pré-escolar, em famílias nucleares com dois filhos. Métodos: Estudo exploratório com desenho transversal, de tipo descritivo-correlacional. A amostra é constituída por 110 díades crianças/familiar. Os instrumentos de recolha de dados foram: questionário sociodemográfico, TL-ALPE e versão portuguesa da FACES-IV. Os resultados foram analisados com recurso à estatística descritiva e inferencial. Resultados: Na amostra (n=110), a maioria dos adultos é do género feminino (n=105; 95,5%), com uma média etária de 36,35±3,81 anos. 50,9% (n=56) das crianças são do género feminino e a média de idades é 55,20±10,83 meses. Os resultados evidenciam uma pontuação média de 102,67±11,18 na Expressão Verbal Oral (EVO) e 106,12±11,06 na Compreensão Auditiva (CA) no TL-APLE. Na FACES-IV, especificamente nas Escalas Equilibradas de Coesão e Flexibilidade, as famílias oscilaram entre coesas (n=19; 17,3%) / flexíveis (n=52; 47,3%) e muito coesas (n=91; 82,7%) / muito flexíveis (n=58; 52,7%). Nas Escalas Desequilibradas, o nível de desligamento foi maioritariamente muito baixo (n=104; 94,5%); quanto ao nível de interligação emaranhada, variou sobretudo entre muito baixo (n=54; 49,1%) e baixo (n=48; 43,6%); quanto ao nível de rigidez, oscilou essencialmente entre muito baixo (n=23; 20,9%), baixo (n=53; 48,2%) e moderado (n=29; 26,4%); quanto ao nível de relação caótica, variou principalmente entre muito baixo (n=87; 79,1%) e baixo (n=20; 18,2%). Verificou-se que crianças com um funcionamento familiar mais coeso e com uma boa comunicação familiar pontuam mais alto na EVO e na CA e ainda que crianças com um funcionamento familiar mais rígido pontuam mais baixo na CA. Conclusão: Os resultados sugerem alguma relação entre o funcionamento familiar e o desenvolvimento da linguagem, contudo, são necessários mais estudos com famílias com diferentes tipos de funcionamento, incluindo as desequilibradas/disfuncionais, para analisar a extensão destes resultados. Além disso, é importante analisar o papel de outras variáveis que possam moderar a relação entre o funcionamento familiar e os resultados linguísticos das crianças. |
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