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Análise fonológica da linguagem escrita

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Resumo:O principal objetivo do presente trabalho consistiu na análise e caraterização das competências fonológicas orais e escritas de crianças com desenvolvimento fonológico típico e de crianças com historial de perturbação fonológica (PF). Neste sentido, procedeu-se à construção e validação de um instrumento de avaliação adequado aos objetivos do estudo (Protocolo de Avaliação Fonológica da Linguagem Escrita – PAFLE) o qual foi posteriormente aplicado aos dois grupos de crianças. O grupo que participou no estudo piloto era composto por 50 crianças, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos de idade e a frequentar o 2º, 3º ou 4º ano de escolaridade. O grupo de estudo era formado por 6 crianças, também elas de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos de idade e a frequentar o 2º, 3º ou 4º ano de escolaridade, mas com historial de perturbação fonológica em idade pré-escolar. A validação de conteúdo do PAFLE foi realizada por um painel de peritos. Com base nos resultados de uma análise pelo método de Bland-Altman, verificou-se uma boa concordância entre os avaliadores, pois todas as cotações ficaram situadas dentro dos limites esperados de concordância. Os resultados obtidos no estudo piloto permitiram constatar que na Parte I – Consciência Fonológica ocorre um aumento progressivo dos valores das médias e uma diminuição dos desvios-padrão, com o aumento do ano de escolaridade. Na Parte II – Provas de Escrita, verificou-se uma diminuição tendencial das médias das cotações. Desta análise conclui-se ainda que existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos do 2º e 4º ano, e entre os grupos do 3º e 4º ano. Relativamente aos dados recolhidos com as crianças do grupo de estudo, foram observados resultados pouco homogéneos. Metade dessas crianças teve um bom desempenho em ambas as partes do PAFLE, enquanto as restantes obtiveram piores resultados comparativamente às cotações obtidas no estudo piloto, para os respetivos anos de escolaridade. Neste estudo, apenas as crianças que ainda apresentavam uma Perturbação dos Sons da Fala mostraram um pior desempenho nas provas de consciência fonológica ou nas provas de escrita. Estes resultados suportam a ideia de que as crianças com histórico de perturbações fonológicas em idade pré-escolar revelam performances diferentes, o que as torna um grupo heterogéneo.
Autores principais:Parente, Catarina Isabel Pinhal Barros
Assunto:Ciências da fala e da audição Linguagem escrita Fonologia Perturbações da fala - Crianças
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O principal objetivo do presente trabalho consistiu na análise e caraterização das competências fonológicas orais e escritas de crianças com desenvolvimento fonológico típico e de crianças com historial de perturbação fonológica (PF). Neste sentido, procedeu-se à construção e validação de um instrumento de avaliação adequado aos objetivos do estudo (Protocolo de Avaliação Fonológica da Linguagem Escrita – PAFLE) o qual foi posteriormente aplicado aos dois grupos de crianças. O grupo que participou no estudo piloto era composto por 50 crianças, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos de idade e a frequentar o 2º, 3º ou 4º ano de escolaridade. O grupo de estudo era formado por 6 crianças, também elas de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos de idade e a frequentar o 2º, 3º ou 4º ano de escolaridade, mas com historial de perturbação fonológica em idade pré-escolar. A validação de conteúdo do PAFLE foi realizada por um painel de peritos. Com base nos resultados de uma análise pelo método de Bland-Altman, verificou-se uma boa concordância entre os avaliadores, pois todas as cotações ficaram situadas dentro dos limites esperados de concordância. Os resultados obtidos no estudo piloto permitiram constatar que na Parte I – Consciência Fonológica ocorre um aumento progressivo dos valores das médias e uma diminuição dos desvios-padrão, com o aumento do ano de escolaridade. Na Parte II – Provas de Escrita, verificou-se uma diminuição tendencial das médias das cotações. Desta análise conclui-se ainda que existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos do 2º e 4º ano, e entre os grupos do 3º e 4º ano. Relativamente aos dados recolhidos com as crianças do grupo de estudo, foram observados resultados pouco homogéneos. Metade dessas crianças teve um bom desempenho em ambas as partes do PAFLE, enquanto as restantes obtiveram piores resultados comparativamente às cotações obtidas no estudo piloto, para os respetivos anos de escolaridade. Neste estudo, apenas as crianças que ainda apresentavam uma Perturbação dos Sons da Fala mostraram um pior desempenho nas provas de consciência fonológica ou nas provas de escrita. Estes resultados suportam a ideia de que as crianças com histórico de perturbações fonológicas em idade pré-escolar revelam performances diferentes, o que as torna um grupo heterogéneo.