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A arte como expressão da metamorfose do objetivo no subjetivo: o contexto do contágio da conotação sensível sobre a denotação da racionalidade da forma
| Summary: | Neste texto procura-se argumentar em que medida os desenhos são sempre a metamorfose da expressão subjetiva da/na objetividade da forma, no sentido de que a representação desta se subjetive sensibilizando-se pela expressão. Sustentar-nos-emos na ideia de que é a natureza inerentemente empírica do desenho que permite e potencia essa metamorfose. Sendo que, por outro lado, a manifestação da sensibilidade do artista sobre a representação da forma conduz a metamorfose do sentido denotativo do pensamento num sentido conotativo de seu eu. Na mesma perspetiva, a objetividade da percetibilidade denotativa da forma, ao subjetivar-se, orienta o autor para o fenómeno subjetivo da sua consciência: onde não acontece meramente o acréscimo cumulativo de conhecimentos, mas antes onde se metamorfoseiam variáveis sobre como entender o mundo externo e o mundo interno. O processo criativo que proporcione a complementaridade e a dialética entre as variáveis racionais e as variáveis sensíveis permitirá uma maior consciência da interioridade e da exterioridade. Na base da união racional-e-sensível que a metamorfose de uma maneira menos esclarecida de ver o mundo noutra maneira mais clarividente resultará num processo de consciencialização de alargamento da substância do ser-se. Trataremos de explicar em que medida o desenho empírico, como meio expressivo, e portanto sensível, de representar o pensamento, poderá ser um meio privilegiado de convergir para esta metamorfose do desconhecido no sensivelmente conhecido. Neste âmbito, convergir-se-á para a ideia de que a representação expressiva do desenho supõe não a conversão do racional no emotivo ou da racionalidade na sensibilidade, mas sim a metamorfose simbiótica e equilibrada razão-emoção e racionalidade-sensibilidade. Sendo que o processo criativo do desenho assim entendido contribui particularmente para a metamorfose do desunificado no unificado: na essência, numa consciência mais alargada e profunda. |
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| Main Authors: | Rodrigues, Luís Filipe |
| Subject: | Metamorfose Expressão Sensibilização Consciencialização Reequilíbrio |
| Year: | 2023 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | book part |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Aveiro |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Summary: | Neste texto procura-se argumentar em que medida os desenhos são sempre a metamorfose da expressão subjetiva da/na objetividade da forma, no sentido de que a representação desta se subjetive sensibilizando-se pela expressão. Sustentar-nos-emos na ideia de que é a natureza inerentemente empírica do desenho que permite e potencia essa metamorfose. Sendo que, por outro lado, a manifestação da sensibilidade do artista sobre a representação da forma conduz a metamorfose do sentido denotativo do pensamento num sentido conotativo de seu eu. Na mesma perspetiva, a objetividade da percetibilidade denotativa da forma, ao subjetivar-se, orienta o autor para o fenómeno subjetivo da sua consciência: onde não acontece meramente o acréscimo cumulativo de conhecimentos, mas antes onde se metamorfoseiam variáveis sobre como entender o mundo externo e o mundo interno. O processo criativo que proporcione a complementaridade e a dialética entre as variáveis racionais e as variáveis sensíveis permitirá uma maior consciência da interioridade e da exterioridade. Na base da união racional-e-sensível que a metamorfose de uma maneira menos esclarecida de ver o mundo noutra maneira mais clarividente resultará num processo de consciencialização de alargamento da substância do ser-se. Trataremos de explicar em que medida o desenho empírico, como meio expressivo, e portanto sensível, de representar o pensamento, poderá ser um meio privilegiado de convergir para esta metamorfose do desconhecido no sensivelmente conhecido. Neste âmbito, convergir-se-á para a ideia de que a representação expressiva do desenho supõe não a conversão do racional no emotivo ou da racionalidade na sensibilidade, mas sim a metamorfose simbiótica e equilibrada razão-emoção e racionalidade-sensibilidade. Sendo que o processo criativo do desenho assim entendido contribui particularmente para a metamorfose do desunificado no unificado: na essência, numa consciência mais alargada e profunda. |
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