Publicação
Contágio financeiro e interdependência: análise aos mercados na crise financeira global e na pandemia de COVID-19
| Resumo: | Com a crescente integração financeira a nível global, surge a questão da eficácia da diversificação geográfica na mitigação de riscos. Este trabalho estuda o contágio financeiro e a interdependência entre os dez maiores mercados mundiais (em termos do produto interno bruto), durante os períodos de janeiro de 2005 a dezembro de 2023, com foco na crise financeira global e na crise provocada pela COVID-19. Utilizando os Estados Unidos da América como país fonte do contágio, aplicamos coeficientes de correlação ajustados através da metodologia de Forbes e Rigobon (2002) e analisamos a existência de contágio nos períodos em causa. Os resultados indicam que, durante a crise financeira global, houve um aumento significativo das correlações entre os mercados, embora, após o ajuste, apenas a Alemanha, França e Canadá apresentaram contágio. No período da COVID-19, seis países (Alemanha, Índia, Reino Unido, Rússia, Canadá e Itália) apresentaram contágio tanto nos coeficientes ajustados quanto nos não ajustados. A ausência de contágio em países como a China e o Japão reflete particularidades económicas e políticas que os isolam parcialmente dos choques externos. Em contrapartida, a forte ligação comercial e financeira de países como o Canadá e a Alemanha com os Estados Unidos da América explicam a maior suscetibilidade ao contágio. Os dados obtidos sugerem que, apesar do aumento da interdependência global, a diversificação geográfica continua a ser uma estratégia importante para mitigar riscos, especialmente em períodos de maior volatilidade. Este estudo contribui para a compreensão da propagação do contágio e interdependência financeira, fornecendo contributos valiosos para temáticas como a gestão de riscos em portfólios globais e para a formulação de estratégias de diversificação. |
|---|---|
| Autores principais: | Parada, André Filipe Chousa São Marcos |
| Assunto: | Contágio financeiro Interdependência Diversificação Crise financeira global COVID-19 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Com a crescente integração financeira a nível global, surge a questão da eficácia da diversificação geográfica na mitigação de riscos. Este trabalho estuda o contágio financeiro e a interdependência entre os dez maiores mercados mundiais (em termos do produto interno bruto), durante os períodos de janeiro de 2005 a dezembro de 2023, com foco na crise financeira global e na crise provocada pela COVID-19. Utilizando os Estados Unidos da América como país fonte do contágio, aplicamos coeficientes de correlação ajustados através da metodologia de Forbes e Rigobon (2002) e analisamos a existência de contágio nos períodos em causa. Os resultados indicam que, durante a crise financeira global, houve um aumento significativo das correlações entre os mercados, embora, após o ajuste, apenas a Alemanha, França e Canadá apresentaram contágio. No período da COVID-19, seis países (Alemanha, Índia, Reino Unido, Rússia, Canadá e Itália) apresentaram contágio tanto nos coeficientes ajustados quanto nos não ajustados. A ausência de contágio em países como a China e o Japão reflete particularidades económicas e políticas que os isolam parcialmente dos choques externos. Em contrapartida, a forte ligação comercial e financeira de países como o Canadá e a Alemanha com os Estados Unidos da América explicam a maior suscetibilidade ao contágio. Os dados obtidos sugerem que, apesar do aumento da interdependência global, a diversificação geográfica continua a ser uma estratégia importante para mitigar riscos, especialmente em períodos de maior volatilidade. Este estudo contribui para a compreensão da propagação do contágio e interdependência financeira, fornecendo contributos valiosos para temáticas como a gestão de riscos em portfólios globais e para a formulação de estratégias de diversificação. |
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