Publicação
Estudo in situ da actividade fotossintética do microfitobento
| Resumo: | O presente estudo teve por objectivos o estudo in situ da actividade fotossintética e a caracterização do estado de fotoaclimatação do microfitobentos estuarino, utilizando fluorometria de pulso modulado (PAM). Foram realizadas duas campanhas de amostragem ao longo de dois ciclos semi-lunares de maré (Julho e Novembro de 2004), no Canal de Ílhavo da Ria de Aveiro. Durante os períodos de baixa-mar diurnos foram medidos parâmetros de fluorescência: o rendimento quântico efectivo do PSII (DF/F’ m), a fluorescência mínima (Fo), e a eficiência máxima do fotossistema II (Fv/Fm), e parâmetros físicos: a salinidade (S), a temperatura (T), e a irradiância (E), em amostras intactas de sedimento. O estado de fotoaclimatação das comunidades de microfitobentos foi caracterizado pela medição da resposta à luz da taxa de transporte de electrões (ETR) e do amortecimento nãofotoquímico (NPQ, indicador da capacidade de fotoprotecção), pela construção curvas de ETR vs. E e NPQ vs. E, em suspensões de microalgas. Todos os parâmetros medidos in situ apresentaram uma elevada variabilidade horária, caracterizada por decréscimos muito acentuados nos valores de DF/Fm ’ e Fv/Fm, sob irradiâncias superiores a 500 μmol m-2s-1. Em condições laboratoriais constantes, verificou-se também uma elevada variabilidade horária nos parâmetros obtidos a partir das curvas de luz. Em Julho, foram observados os valores mais elevados da taxa máxima de transporte de electrões (ETRm) e do parâmetro de saturação luminosa (Ek,), e valores mais baixos de NPQ no escuro (NPQ(0)) e de NPQ máximo (NPQ(1700)). Os resultados sugerem que em condições naturais o historial luminoso recente tem um papel crucial na resposta fotossintética às variações de intensidade luminosa pelo microfitobentos estuarino. Por outro lado, indicam uma variação sazonal no estado de fotoaclimatação das microalgas e na capacidade de desenvolvimento de mecanismos de fotoprotecção. A variação sazonal na resposta à luz foi acompanhada por uma substancial mudança na composição taxonómica das amostras de microfitobentos, o que foi interpretado como resultado de alterações na resposta fotoprotectora associada à aclimatação a condições de Inverno. |
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| Autores principais: | Vieira, Sónia Catarina Reis |
| Assunto: | Zonas costeiras Microfitobentos Fotossíntese Fluorómetria Ecossistemas estuarinos |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O presente estudo teve por objectivos o estudo in situ da actividade fotossintética e a caracterização do estado de fotoaclimatação do microfitobentos estuarino, utilizando fluorometria de pulso modulado (PAM). Foram realizadas duas campanhas de amostragem ao longo de dois ciclos semi-lunares de maré (Julho e Novembro de 2004), no Canal de Ílhavo da Ria de Aveiro. Durante os períodos de baixa-mar diurnos foram medidos parâmetros de fluorescência: o rendimento quântico efectivo do PSII (DF/F’ m), a fluorescência mínima (Fo), e a eficiência máxima do fotossistema II (Fv/Fm), e parâmetros físicos: a salinidade (S), a temperatura (T), e a irradiância (E), em amostras intactas de sedimento. O estado de fotoaclimatação das comunidades de microfitobentos foi caracterizado pela medição da resposta à luz da taxa de transporte de electrões (ETR) e do amortecimento nãofotoquímico (NPQ, indicador da capacidade de fotoprotecção), pela construção curvas de ETR vs. E e NPQ vs. E, em suspensões de microalgas. Todos os parâmetros medidos in situ apresentaram uma elevada variabilidade horária, caracterizada por decréscimos muito acentuados nos valores de DF/Fm ’ e Fv/Fm, sob irradiâncias superiores a 500 μmol m-2s-1. Em condições laboratoriais constantes, verificou-se também uma elevada variabilidade horária nos parâmetros obtidos a partir das curvas de luz. Em Julho, foram observados os valores mais elevados da taxa máxima de transporte de electrões (ETRm) e do parâmetro de saturação luminosa (Ek,), e valores mais baixos de NPQ no escuro (NPQ(0)) e de NPQ máximo (NPQ(1700)). Os resultados sugerem que em condições naturais o historial luminoso recente tem um papel crucial na resposta fotossintética às variações de intensidade luminosa pelo microfitobentos estuarino. Por outro lado, indicam uma variação sazonal no estado de fotoaclimatação das microalgas e na capacidade de desenvolvimento de mecanismos de fotoprotecção. A variação sazonal na resposta à luz foi acompanhada por uma substancial mudança na composição taxonómica das amostras de microfitobentos, o que foi interpretado como resultado de alterações na resposta fotoprotectora associada à aclimatação a condições de Inverno. |
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