Publicação
Representações relativas à modalidade de Leitura em Voz Alta na aula de Língua Materna: um contributo para a Supervisão
| Resumo: | O estágio pedagógico, incluído na formação inicial das Licenciaturas em Ensino, deve revestir-se de particular importância para todos os seus intervenientes, nomeadamente para os professores estagiários e para os supervisores das escolas. Pretende-se que o processo supervisivo funcione como uma estratégia de formação capaz de promover a reflexão sobre as práticas e conduzir a uma melhoria da qualidade de ensino. Neste sentido, sabemos que, durante esse ano, muitas são as questões debatidas. No presente estudo, propusemo- nos identificar as representações de supervisores e de professores estagiários sobre o lugar da leitura em voz alta no ensino / aprendizagem do Português Língua Materna, sobre as dificuldades que os alunos manifestam na realização desta modalidade de leitura e as estratégias a utilizar para as resolver. Paralelamente, tentámos conhecer de que modo a problemática da leitura em voz alta é abordada pelos núcleos de estágio de Português Língua Materna, numa perspectiva de Supervisão. Sendo assim, cruzaram-se no nosso trabalho duas áreas de investigação: a Supervisão no âmbito da formação inicial de professores de Línguas e um aspecto específico da Didáctica das Línguas, a leitura em voz alta. Convidámos a participar na nossa investigação todos os professores estagiários da Universidade de Aveiro, que leccionavam a disciplina de Português ao 3º Ciclo do Ensino Básico no ano lectivo de 2000/01, e os respectivos supervisores das escolas. A nossa metodologia inseria-se num paradigma de investigação de natureza qualitativa. Dadas as características do projecto, seleccionámos o “estudo de caso”. Relativamente às técnicas de recolha de dados, recorremos ao inquérito por questionário e por entrevista. Devido ao facto de os questionários usados nesta investigação conterem questões de modalidades diversas (abertas, fechadas e de escolha múltipla), foram usados diferentes processos de análise: análise de conteúdo, no caso das questões abertas, e análise quantitativa, no caso das questões fechadas e de escolha múltipla. As entrevistas foram também sujeitas a uma análise de conteúdo. Como resultado deste estudo, constatou-se que, na opinião dos inquiridos, a leitura em voz alta está presente nas suas aulas. No entanto, a forma como a leitura em voz alta é praticada pelos alunos e avaliada pelos professores não conduz a um verdadeiro aperfeiçoamento desta técnica, o que poderá justificar as dificuldades manifestadas pelos primeiros na realização desta actividade. Concluímos também que este assunto foi abordado nos núcleos de estágio, o que poderá ter contribuído para uma evolução das representações dos professores estagiários em relação a determinados aspectos desta problemática (por exemplo, a preparação e a avaliação da leitura em voz alta). De qualquer forma, parece-nos importante que a leitura em voz alta ocupe um lugar mais preponderante nas aulas de Português Língua Materna. Para isso, é necessário que as recomendações programáticas portuguesas reconheçam a necessidade da sua existência ao nível do 3º Ciclo do Ensino Básico. Por outro lado, a formação dos professores de Português deve consciencializá-los da importância desta modalidade de leitura e dotá-los de competências que lhes permitam ler em voz alta expressivamente e ajudar os seus alunos a superar as suas dificuldades neste tipo de leitura. Neste âmbito, julgamos que os supervisores poderão desempenhar um papel fundamental. |
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| Autores principais: | Belo, Marlene Pereira |
| Assunto: | Supervisão de professores Formação de professores Língua materna Leitura em voz alta Leitura silenciosa |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O estágio pedagógico, incluído na formação inicial das Licenciaturas em Ensino, deve revestir-se de particular importância para todos os seus intervenientes, nomeadamente para os professores estagiários e para os supervisores das escolas. Pretende-se que o processo supervisivo funcione como uma estratégia de formação capaz de promover a reflexão sobre as práticas e conduzir a uma melhoria da qualidade de ensino. Neste sentido, sabemos que, durante esse ano, muitas são as questões debatidas. No presente estudo, propusemo- nos identificar as representações de supervisores e de professores estagiários sobre o lugar da leitura em voz alta no ensino / aprendizagem do Português Língua Materna, sobre as dificuldades que os alunos manifestam na realização desta modalidade de leitura e as estratégias a utilizar para as resolver. Paralelamente, tentámos conhecer de que modo a problemática da leitura em voz alta é abordada pelos núcleos de estágio de Português Língua Materna, numa perspectiva de Supervisão. Sendo assim, cruzaram-se no nosso trabalho duas áreas de investigação: a Supervisão no âmbito da formação inicial de professores de Línguas e um aspecto específico da Didáctica das Línguas, a leitura em voz alta. Convidámos a participar na nossa investigação todos os professores estagiários da Universidade de Aveiro, que leccionavam a disciplina de Português ao 3º Ciclo do Ensino Básico no ano lectivo de 2000/01, e os respectivos supervisores das escolas. A nossa metodologia inseria-se num paradigma de investigação de natureza qualitativa. Dadas as características do projecto, seleccionámos o “estudo de caso”. Relativamente às técnicas de recolha de dados, recorremos ao inquérito por questionário e por entrevista. Devido ao facto de os questionários usados nesta investigação conterem questões de modalidades diversas (abertas, fechadas e de escolha múltipla), foram usados diferentes processos de análise: análise de conteúdo, no caso das questões abertas, e análise quantitativa, no caso das questões fechadas e de escolha múltipla. As entrevistas foram também sujeitas a uma análise de conteúdo. Como resultado deste estudo, constatou-se que, na opinião dos inquiridos, a leitura em voz alta está presente nas suas aulas. No entanto, a forma como a leitura em voz alta é praticada pelos alunos e avaliada pelos professores não conduz a um verdadeiro aperfeiçoamento desta técnica, o que poderá justificar as dificuldades manifestadas pelos primeiros na realização desta actividade. Concluímos também que este assunto foi abordado nos núcleos de estágio, o que poderá ter contribuído para uma evolução das representações dos professores estagiários em relação a determinados aspectos desta problemática (por exemplo, a preparação e a avaliação da leitura em voz alta). De qualquer forma, parece-nos importante que a leitura em voz alta ocupe um lugar mais preponderante nas aulas de Português Língua Materna. Para isso, é necessário que as recomendações programáticas portuguesas reconheçam a necessidade da sua existência ao nível do 3º Ciclo do Ensino Básico. Por outro lado, a formação dos professores de Português deve consciencializá-los da importância desta modalidade de leitura e dotá-los de competências que lhes permitam ler em voz alta expressivamente e ajudar os seus alunos a superar as suas dificuldades neste tipo de leitura. Neste âmbito, julgamos que os supervisores poderão desempenhar um papel fundamental. |
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