Publicação
Avaliação de próteses de Si3N4/diamante por ressonância magnética
| Resumo: | A Ressonância Magnética (RM) é uma modalidade imagiológica que tem permitido grandes avanços na área do diagnóstico médico. Tem vindo a ser cada vez mais utilizada para avaliação pós-operatória em variadas situações. No entanto, existem alguns obstáculos à obtenção de imagens de qualidade. Esses obstáculos são, muitas vezes, provocados pela presença de material cirúrgico, como é caso das próteses da anca, que devido às suas características, dão origem a artefactos de suscetibilidade magnética que prejudicam a qualidade da imagem. O desenvolvimento de novos materiais tem demonstrado vantagens no que respeita aos artefactos provocados por estes em exames imagiológicos. Os cerâmicos de nitreto de silício (Si3N4) revestidos por diamante nanocristalino obtido por deposição química em fase vapor (CVD), desenvolvido nos laboratórios do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO) da Universidade de Aveiro, é um novo material candidato à utilização em próteses articulares, nomeadamente na cabeça do fémur em próteses da anca. Estes cerâmicos apresentam excelentes características de resistência ao desgaste e de biocompatibilidade. Um estudo prévio com Tomografia Computorizada (TC) apresentou bons resultados com diminuição dos artefactos metálicos. Não são conhecidos estudos que avaliem o seu comportamento no contexto da RM. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento imagiológico deste novo material, Si3N4 revestido a nanodiamante, em RM e compará-lo com materiais atualmente comercializados. Para tal, utilizou-se um fantoma com características que não colocam em causa a segurança na realização dos testes no ambiente de RM. Foram utilizadas amostras de cabeças do fémur de próteses da anca de diferentes materiais nomeadamente Cobalto-Crómio, Oxinium, Zirconia-Toughened Alumina, Nitreto de Silício e Nitreto de Silício revestido com diamante. As imagens foram adquiridas em condições similares em dois equipamentos de RM, um de 3T no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) e outro de 1,5T no Centro de Tomografia Computorizada de Aveiro (CENTAC), procedendo-se posteriormente à análise das imagens, quantificação de artefactos e à comparação dos artefactos causados pelos diferentes materiais. Os resultados alcançados no contexto do presente estudo permitem evidenciar propriedades imagiológicas promissoras dos cerâmicos Si3N4/diamante, uma vez que os artefactos produzidos por estes cerâmicos são reduzidos quando comparados com os originados por outros materiais atualmente utilizados no fabrico deste tipo de próteses. |
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| Autores principais: | Sousa, Daniel Augusto Vieira |
| Assunto: | Próteses - Susceptibilidade magnética - Anca Filmes de diamante - Propriedades ópticas Materiais e dispositivos biomédicos Deposição química de vapor Diagnóstico por imagem Ressonância magnética Nitreto de silício |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A Ressonância Magnética (RM) é uma modalidade imagiológica que tem permitido grandes avanços na área do diagnóstico médico. Tem vindo a ser cada vez mais utilizada para avaliação pós-operatória em variadas situações. No entanto, existem alguns obstáculos à obtenção de imagens de qualidade. Esses obstáculos são, muitas vezes, provocados pela presença de material cirúrgico, como é caso das próteses da anca, que devido às suas características, dão origem a artefactos de suscetibilidade magnética que prejudicam a qualidade da imagem. O desenvolvimento de novos materiais tem demonstrado vantagens no que respeita aos artefactos provocados por estes em exames imagiológicos. Os cerâmicos de nitreto de silício (Si3N4) revestidos por diamante nanocristalino obtido por deposição química em fase vapor (CVD), desenvolvido nos laboratórios do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO) da Universidade de Aveiro, é um novo material candidato à utilização em próteses articulares, nomeadamente na cabeça do fémur em próteses da anca. Estes cerâmicos apresentam excelentes características de resistência ao desgaste e de biocompatibilidade. Um estudo prévio com Tomografia Computorizada (TC) apresentou bons resultados com diminuição dos artefactos metálicos. Não são conhecidos estudos que avaliem o seu comportamento no contexto da RM. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento imagiológico deste novo material, Si3N4 revestido a nanodiamante, em RM e compará-lo com materiais atualmente comercializados. Para tal, utilizou-se um fantoma com características que não colocam em causa a segurança na realização dos testes no ambiente de RM. Foram utilizadas amostras de cabeças do fémur de próteses da anca de diferentes materiais nomeadamente Cobalto-Crómio, Oxinium, Zirconia-Toughened Alumina, Nitreto de Silício e Nitreto de Silício revestido com diamante. As imagens foram adquiridas em condições similares em dois equipamentos de RM, um de 3T no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) e outro de 1,5T no Centro de Tomografia Computorizada de Aveiro (CENTAC), procedendo-se posteriormente à análise das imagens, quantificação de artefactos e à comparação dos artefactos causados pelos diferentes materiais. Os resultados alcançados no contexto do presente estudo permitem evidenciar propriedades imagiológicas promissoras dos cerâmicos Si3N4/diamante, uma vez que os artefactos produzidos por estes cerâmicos são reduzidos quando comparados com os originados por outros materiais atualmente utilizados no fabrico deste tipo de próteses. |
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