Publicação
Study of estrogen receptor regulation in resistance to hormonal therapy
| Resumo: | O cancro da mama permanece o cancro mais predominante na mulher e estima-se que a mortalidade aumente 43% até 2030 em todo o mundo. Aproximadamente 70% dos tumores mamários são positivos para o recetor de estrogénio (ER), tornando possível o tratamento com terapia hormonal. O cancro da mama é uma doença heterogénea com múltiplos fatores associados à sua origem e comportamento invasivo, e apesar dos avanços científicos, a resistência à terapia continua a ser um assunto na ordem do dia. Este projeto procurou investigar como é que a atividade do ER pode mudar na presença de diversos fatores e a relação com a resistência à terapia endócrina. Primeiramente testámos por imunocitoquímica uma combinação de anticorpos que permitiu avaliar a interação do ER com dois co-ativadores, PPARγ e PGC-1β. Os testes realizados sugerem a existência de co-localização nas células MCF-7 resistentes ao tratamento com tamoxifeno, o que poderá resultar numa ativação ligando-independente do ER e resistência endócrina. Depois fomos investigar o efeito do inibidor da metiltransferase SETD7, (R)-PFI-2 só ou em combinação com 17β-estradiol (E2), no ciclo celular e na proliferação, em células MCF-7 e T-47D. Observamos que o tratamento com (R)-PFI-2 pareceu induzir paragem do ciclo em G0/G1 em ambas as linhas celulares. No entanto, a combinação (R)-PFI-2 + E2 não inibiu o aumento do ciclo celular provocado pelo E2. Nas mesmas células quisemos também ver o efeito do inibidor na expressão de ER e um dos seus genes alvo, o recetor de progesterona (PR). Os nossos resultados indicam que não houve estimulação da expressão de PR. Estes resultados vão de encontro ao descrito na literatura, que indica que a atividade de SETD7 é necessária para o recrutamento eficiente de ER para os promotores dos genes alvo e consequentemente para ativar a transcrição. Portanto, não encontramos uma correlação entre os efeitos da inibição da SETD7 na expressão de PR e no ciclo celular estimulado por E2. Além disso fomos observar o efeito dos antagonistas 4-OH-Tamoxifeno e ICI 182 780 quando combinados com (R)-PFI-2. Nas células MCF-7 a proliferação foi inibida na presença destes compostos, mas quando juntamos (R)-PFI-2 não houve um efeito aditivo inibitório. Por outro lado, nas células T-47D não observamos efeito dos antagonistas, o que indica resistência à terapia, mas quando combinados com (R)-PFI-2, este foi capaz de reduzir a resistência endócrina demonstrada por estas células. Mais estudos são necessários de forma a confirmar estes resultados e o papel da SETD7 no cancro da mama. No entanto, propormos que a inibição de SETD7 em células resistentes aos antagonistas estudados pode ser uma estratégia para diminuir a resistência. |
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| Autores principais: | Ruivo, Catarina Costa Ribeiro |
| Assunto: | Cancro da mama Recetor de estrogénio α Co-reguladores da transcrição SETD7 metiltransferase (R)-PFI-2 Proliferação Terapia hormonal MCF-7 T-47D |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O cancro da mama permanece o cancro mais predominante na mulher e estima-se que a mortalidade aumente 43% até 2030 em todo o mundo. Aproximadamente 70% dos tumores mamários são positivos para o recetor de estrogénio (ER), tornando possível o tratamento com terapia hormonal. O cancro da mama é uma doença heterogénea com múltiplos fatores associados à sua origem e comportamento invasivo, e apesar dos avanços científicos, a resistência à terapia continua a ser um assunto na ordem do dia. Este projeto procurou investigar como é que a atividade do ER pode mudar na presença de diversos fatores e a relação com a resistência à terapia endócrina. Primeiramente testámos por imunocitoquímica uma combinação de anticorpos que permitiu avaliar a interação do ER com dois co-ativadores, PPARγ e PGC-1β. Os testes realizados sugerem a existência de co-localização nas células MCF-7 resistentes ao tratamento com tamoxifeno, o que poderá resultar numa ativação ligando-independente do ER e resistência endócrina. Depois fomos investigar o efeito do inibidor da metiltransferase SETD7, (R)-PFI-2 só ou em combinação com 17β-estradiol (E2), no ciclo celular e na proliferação, em células MCF-7 e T-47D. Observamos que o tratamento com (R)-PFI-2 pareceu induzir paragem do ciclo em G0/G1 em ambas as linhas celulares. No entanto, a combinação (R)-PFI-2 + E2 não inibiu o aumento do ciclo celular provocado pelo E2. Nas mesmas células quisemos também ver o efeito do inibidor na expressão de ER e um dos seus genes alvo, o recetor de progesterona (PR). Os nossos resultados indicam que não houve estimulação da expressão de PR. Estes resultados vão de encontro ao descrito na literatura, que indica que a atividade de SETD7 é necessária para o recrutamento eficiente de ER para os promotores dos genes alvo e consequentemente para ativar a transcrição. Portanto, não encontramos uma correlação entre os efeitos da inibição da SETD7 na expressão de PR e no ciclo celular estimulado por E2. Além disso fomos observar o efeito dos antagonistas 4-OH-Tamoxifeno e ICI 182 780 quando combinados com (R)-PFI-2. Nas células MCF-7 a proliferação foi inibida na presença destes compostos, mas quando juntamos (R)-PFI-2 não houve um efeito aditivo inibitório. Por outro lado, nas células T-47D não observamos efeito dos antagonistas, o que indica resistência à terapia, mas quando combinados com (R)-PFI-2, este foi capaz de reduzir a resistência endócrina demonstrada por estas células. Mais estudos são necessários de forma a confirmar estes resultados e o papel da SETD7 no cancro da mama. No entanto, propormos que a inibição de SETD7 em células resistentes aos antagonistas estudados pode ser uma estratégia para diminuir a resistência. |
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