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Formação contínua de professores do ensino não superior em Timor-Leste

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Resumo:O título completo da dissertação é «Formação contínua de professores do ensino não superior em Timor-Leste: referências e modelos, discursos e lógicas da realidade, expectativas e níveis de qualificação». A reconstrução de Timor-Leste, como nação, passa pela educação e em primeiro lugar pela formação de professores. A par da formação inicial torna-se ainda mais urgente a educação e formação contínua dos professores do ensino não superior que estão em serviço em Timor-Leste. Faz-se um estudo sumário da situação passada, presente (e futura) da formação de professores do ensino não superior em Timor-Leste. Como tem sido feita a formação de professores em Timor-Leste? Quais as referências fundamentais de hoje para a formação de professores? Quais as representações dos agentes educativos de Timor-Leste sobre a formação de professores do ensino não superior? Atendendo a que ainda não há muitos estudos sobre a educação em Timor- Leste, esta é uma das primeiras abordagens sobre a formação contínua de professores em Timor-Leste e reveste-se de um carácter exploratório. Utilizase um questionário e entrevistas para recolha de dados, com recurso à estatística descritiva e à análise de conteúdo. A formação de professores está hoje ligada ao desenvolvimento da leitura e literacias, das ciências e tecnologia, das matemáticas, da resolução de problemas e inserção na vida ativa, para além dos domínios físicos, espirituais, estéticos, morais e cívicos. O ensino-aprendizagem é chamado a desenvolver ao máximo possível conhecimentos, atitudes e competências que garantam a qualidade da educação e ajudem cada um a formar a sua personalidade autónoma e responsável, capaz de uma participação criativa e produtiva para a inclusão num mundo em constante mudança. A formação contínua no curso de bacharelato para professores do ensino não superior em Timor-Leste tem tido como objetivo (re)qualificar os professores, possibilitando-lhes saber conhecer, saber refletir, saber transmitir, saber fazer e saber conviver, como dimensões fundamentais da competência profissional dos professores para o melhor desempenho das funções letivas, e formar cidadãos / recursos humanos competentes melhorando a qualidade de suas vidas e contribuindo para o desenvolvimento do país. Mesmo assim, salientase que o curso de bacharelato foi de carácter teórico, imperativo e uniformizado, sem um estudo prévio e negligenciando o envolvimento dos destinatários na programação. Tanto que houve uma exigência dos inquiridos para que a formação partisse da situação (problemas e necessidades) dos formandos, considerando a articulação entre o conteúdo curricular e método de ensino, utilizando métodos de formação variáveis mas não monótonos nem cansativos. Torna-se necessário reorganizar o curso de bacharelato tendo em consideração a realidade timorense, com o aumento da participação de todos os professores como formandos e dando prioridade à formação de formadores timorenses. Para isso convém partir do estudo alargado das práticas letivas considerando as exigências emergentes dos conteúdos da formação (desenvolver competências científicas e pedagógicas, inclusivamente o seu desenvolvimento pessoal e social) e metodologia de formação (métodos participativos). O uso da língua portuguesa como principal veículo de educação e formação precisa de ser reforçado como matéria de aprendizagem.
Autores principais:Jerónimo, Agapito da Costa
Assunto:Formação de professores História da educação - Timor-Leste - 1514-2002 Desenvolvimento profissional Formação inicial Formação contínua
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O título completo da dissertação é «Formação contínua de professores do ensino não superior em Timor-Leste: referências e modelos, discursos e lógicas da realidade, expectativas e níveis de qualificação». A reconstrução de Timor-Leste, como nação, passa pela educação e em primeiro lugar pela formação de professores. A par da formação inicial torna-se ainda mais urgente a educação e formação contínua dos professores do ensino não superior que estão em serviço em Timor-Leste. Faz-se um estudo sumário da situação passada, presente (e futura) da formação de professores do ensino não superior em Timor-Leste. Como tem sido feita a formação de professores em Timor-Leste? Quais as referências fundamentais de hoje para a formação de professores? Quais as representações dos agentes educativos de Timor-Leste sobre a formação de professores do ensino não superior? Atendendo a que ainda não há muitos estudos sobre a educação em Timor- Leste, esta é uma das primeiras abordagens sobre a formação contínua de professores em Timor-Leste e reveste-se de um carácter exploratório. Utilizase um questionário e entrevistas para recolha de dados, com recurso à estatística descritiva e à análise de conteúdo. A formação de professores está hoje ligada ao desenvolvimento da leitura e literacias, das ciências e tecnologia, das matemáticas, da resolução de problemas e inserção na vida ativa, para além dos domínios físicos, espirituais, estéticos, morais e cívicos. O ensino-aprendizagem é chamado a desenvolver ao máximo possível conhecimentos, atitudes e competências que garantam a qualidade da educação e ajudem cada um a formar a sua personalidade autónoma e responsável, capaz de uma participação criativa e produtiva para a inclusão num mundo em constante mudança. A formação contínua no curso de bacharelato para professores do ensino não superior em Timor-Leste tem tido como objetivo (re)qualificar os professores, possibilitando-lhes saber conhecer, saber refletir, saber transmitir, saber fazer e saber conviver, como dimensões fundamentais da competência profissional dos professores para o melhor desempenho das funções letivas, e formar cidadãos / recursos humanos competentes melhorando a qualidade de suas vidas e contribuindo para o desenvolvimento do país. Mesmo assim, salientase que o curso de bacharelato foi de carácter teórico, imperativo e uniformizado, sem um estudo prévio e negligenciando o envolvimento dos destinatários na programação. Tanto que houve uma exigência dos inquiridos para que a formação partisse da situação (problemas e necessidades) dos formandos, considerando a articulação entre o conteúdo curricular e método de ensino, utilizando métodos de formação variáveis mas não monótonos nem cansativos. Torna-se necessário reorganizar o curso de bacharelato tendo em consideração a realidade timorense, com o aumento da participação de todos os professores como formandos e dando prioridade à formação de formadores timorenses. Para isso convém partir do estudo alargado das práticas letivas considerando as exigências emergentes dos conteúdos da formação (desenvolver competências científicas e pedagógicas, inclusivamente o seu desenvolvimento pessoal e social) e metodologia de formação (métodos participativos). O uso da língua portuguesa como principal veículo de educação e formação precisa de ser reforçado como matéria de aprendizagem.