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O terceiro setor no apoio a pessoas adultas idosas com VIH/SIDA em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na última década, a prevalência de casos de VIH/SIDA tem aumentado entre as pessoas adultas idosas. No entanto, a investigação não tem dirigido a sua atenção para esta população, muito menos para o terceiro setor no apoio ao VIH/SIDA. Com o propósito de contribuir para o conhecimento nesta área, este estudo tem os objetivos de conhecer os aspetos históricos e estruturais de organizações do terceiro setor (OTS) no apoio a pessoas com VIH/SIDA e conhecer as vivências de profissionais dessas organizações, tendo como foco a pessoa adulta idosa. Para atingir estes objetivos escolhemos a abordagem qualitativa com recurso ao método da história oral, visto permitir conhecer as vivências de profissionais das organizações, através das suas narrativas. O estudo foi desenvolvido em quatro (4) organizações do terceiro setor, duas situadas na região centro e duas na região centro sul de Portugal. A amostra é constituída por cinco (5) dirigentes da OTS, três (4) do sexo feminino e um (1) do sexo masculino, e por nove (8) profissionais, do sexo feminino. A recolha de dados foi realizada através de entrevista em profundidade e análise de fontes documentais, tendo sido respeitados os princípios éticos. Na análise de dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo, visto ser um instrumento de análise interpretativa, apoiada pelo programa QRS Nvivo. Da análise de dados surgiram duas categorias: desenvolvimento organizacional de OTS na área de VIH/SIDA e vivências de profissionais em OTS na área de VIH/SIDA. Como principais resultados constatamos que as(os) participantes, e consequentemente as OTS, têm pouca experiência na atuação com pessoas adulta idosas, não discriminam os clientes, em razão da idade, dependem fortemente dos financiamentos estatais e estabelecem poucas parcerias quer com outras OTS como com o setor lucrativo. Os desafios das OTS relacionam-se essencialmente com a dependência do financiamento estatal e a estigmatização em torno da SIDA, que dificulta a intervenção com a população em geral. Quanto às expectativas futuras, perante uma eventual cura para a epidemia, as(o) participantes ressaltam que só o tempo dirá quais as adaptações necessárias a efetuar.
Autores principais:Neves, Ana Sofia Marques
Assunto:Gerontologia Pessoas idosas Vírus da Sida Cuidados de saúde
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Na última década, a prevalência de casos de VIH/SIDA tem aumentado entre as pessoas adultas idosas. No entanto, a investigação não tem dirigido a sua atenção para esta população, muito menos para o terceiro setor no apoio ao VIH/SIDA. Com o propósito de contribuir para o conhecimento nesta área, este estudo tem os objetivos de conhecer os aspetos históricos e estruturais de organizações do terceiro setor (OTS) no apoio a pessoas com VIH/SIDA e conhecer as vivências de profissionais dessas organizações, tendo como foco a pessoa adulta idosa. Para atingir estes objetivos escolhemos a abordagem qualitativa com recurso ao método da história oral, visto permitir conhecer as vivências de profissionais das organizações, através das suas narrativas. O estudo foi desenvolvido em quatro (4) organizações do terceiro setor, duas situadas na região centro e duas na região centro sul de Portugal. A amostra é constituída por cinco (5) dirigentes da OTS, três (4) do sexo feminino e um (1) do sexo masculino, e por nove (8) profissionais, do sexo feminino. A recolha de dados foi realizada através de entrevista em profundidade e análise de fontes documentais, tendo sido respeitados os princípios éticos. Na análise de dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo, visto ser um instrumento de análise interpretativa, apoiada pelo programa QRS Nvivo. Da análise de dados surgiram duas categorias: desenvolvimento organizacional de OTS na área de VIH/SIDA e vivências de profissionais em OTS na área de VIH/SIDA. Como principais resultados constatamos que as(os) participantes, e consequentemente as OTS, têm pouca experiência na atuação com pessoas adulta idosas, não discriminam os clientes, em razão da idade, dependem fortemente dos financiamentos estatais e estabelecem poucas parcerias quer com outras OTS como com o setor lucrativo. Os desafios das OTS relacionam-se essencialmente com a dependência do financiamento estatal e a estigmatização em torno da SIDA, que dificulta a intervenção com a população em geral. Quanto às expectativas futuras, perante uma eventual cura para a epidemia, as(o) participantes ressaltam que só o tempo dirá quais as adaptações necessárias a efetuar.