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Estudo do gene PROC em indivíduos com deficiência de proteína C

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Resumo:A proteína C (PC) é um dos inibidores fisiológicos mais importantes da coagulação sanguínea. A natureza multifactorial da trombose venosa, além dos factores de risco adquiridos, tem uma forte componente hereditária. A deficiência congénita de PC induz um estado de hipercoagulabilidade, que a torna num dos principais factores de risco de tromboembolismo venoso. Embora rara, a ocorrência de manifestações trombóticas severas no período neonatal, associados a homozigotia ou heterozigotia composta, demonstra a importância da actividade anticoagulante da PC. Os níveis plasmáticos de PC nem sempre são esclarecedores, uma vez que há indivíduos com deficiência que apresentam um intervalo de valores sobreponíveis aos dos indivíduos normais. Nestes casos, apenas pelo estudo molecular do gene da PC (PROC) é possível confirmar a deficiência. Nesta dissertação, foi efectuado o estudo do gene PROC, num grupo de indivíduos pertencentes a famílias com défice de PC e com história clínica e/ou familiar de tromboembolismo venoso. Como objectivo principal, pretendeu-se efectuar uma correlação genótipo/fenótipo em famílias com história de trombose venosa e níveis plasmáticos de PC persistentemente baixos (ou próximo do valor de limite da normalidade). Para tal, relacionaram-se as mutações encontradas no gene PROC e os haplótipos CGT e TAA em homozigotia dos polimorfismos da região promotora -1654C>T, -1641A>G, -1479A>T, com os níveis plasmáticos de PC. Foram encontradas sete mutações diferentes, previamente descritas: -13A>G; g.595 C>T; g.633_634delGC; g.629C>T; g.659G>A; g.715G>A; g.1015G>A. O estudo molecular confirmou défices em caso de suspeita e, consoante o tipo e localização da mutação permitiu inferir o fenótipo. A identificação de mutações no gene PROC não revelou valor prognóstico. No entanto, se for efectuada no âmbito de estudos familiares, pode ser útil para decidir profilaxia em situações de risco, e ainda possibilita o diagnóstico pré-natal nos casos mais severos. O estudo molecular de alterações no gene PROC, e o seu efeito, é também muito importante na medida em que contribui para o esclarecimento da estrutura e funções da PC. Futuramente, pretender-se-ia melhorar o conhecimento da função da PC, quando diminuída, como factor de risco para trombose, e tornar a identificação de portadores de mutações no gene PROC, um estudo complementar de rotina nos laboratórios de diagnóstico.
Autores principais:Silva, Joana Rita Castanheira Alexandre Pinheiro da
Assunto:Biologia molecular Trombose Anticoagulantes Proteínas Doenças genéticas
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A proteína C (PC) é um dos inibidores fisiológicos mais importantes da coagulação sanguínea. A natureza multifactorial da trombose venosa, além dos factores de risco adquiridos, tem uma forte componente hereditária. A deficiência congénita de PC induz um estado de hipercoagulabilidade, que a torna num dos principais factores de risco de tromboembolismo venoso. Embora rara, a ocorrência de manifestações trombóticas severas no período neonatal, associados a homozigotia ou heterozigotia composta, demonstra a importância da actividade anticoagulante da PC. Os níveis plasmáticos de PC nem sempre são esclarecedores, uma vez que há indivíduos com deficiência que apresentam um intervalo de valores sobreponíveis aos dos indivíduos normais. Nestes casos, apenas pelo estudo molecular do gene da PC (PROC) é possível confirmar a deficiência. Nesta dissertação, foi efectuado o estudo do gene PROC, num grupo de indivíduos pertencentes a famílias com défice de PC e com história clínica e/ou familiar de tromboembolismo venoso. Como objectivo principal, pretendeu-se efectuar uma correlação genótipo/fenótipo em famílias com história de trombose venosa e níveis plasmáticos de PC persistentemente baixos (ou próximo do valor de limite da normalidade). Para tal, relacionaram-se as mutações encontradas no gene PROC e os haplótipos CGT e TAA em homozigotia dos polimorfismos da região promotora -1654C>T, -1641A>G, -1479A>T, com os níveis plasmáticos de PC. Foram encontradas sete mutações diferentes, previamente descritas: -13A>G; g.595 C>T; g.633_634delGC; g.629C>T; g.659G>A; g.715G>A; g.1015G>A. O estudo molecular confirmou défices em caso de suspeita e, consoante o tipo e localização da mutação permitiu inferir o fenótipo. A identificação de mutações no gene PROC não revelou valor prognóstico. No entanto, se for efectuada no âmbito de estudos familiares, pode ser útil para decidir profilaxia em situações de risco, e ainda possibilita o diagnóstico pré-natal nos casos mais severos. O estudo molecular de alterações no gene PROC, e o seu efeito, é também muito importante na medida em que contribui para o esclarecimento da estrutura e funções da PC. Futuramente, pretender-se-ia melhorar o conhecimento da função da PC, quando diminuída, como factor de risco para trombose, e tornar a identificação de portadores de mutações no gene PROC, um estudo complementar de rotina nos laboratórios de diagnóstico.