Publicação
A intervenção do enfermeiro de família no ajustamento mental de doentes com hipertensão arterial
| Resumo: | No âmbito do 3º semestre do 2º curso do Mestrado em Enfermagem de Saúde Familiar foi desenvolvido um estágio de natureza profissional na Unidade de Cuidados Saúde Personalizados de Sever do Vouga (ACeS do Baixo Vouga), por ser um contexto de excelência para o exercício das competências do enfermeiro de família. Além disso serviu de contexto à realização de um trabalho de investigação sobre a problemática do ajustamento mental de utentes com hipertensão arterial e o impacto da intervenção do enfermeiro de família durante as consultas de vigilância de hipertensão. Este trabalho tem como objetivos descrever e realizar uma análise critico-reflexiva das competências desenvolvidas e dificuldades vivenciadas durante o estágio, bem como, no âmbito da investigação, avaliar o impacto da intervenção do enfermeiro de familia no ajustamento mental de doentes com hipertensão arterial, inscritos no programa “HTA” da UCSP do Centro de Saúde de Sever do Vouga. Realizou-se um estudo de natureza quantitativa, cumprindo um dos ciclos de uma investigação-ação, visto que foi realizado um diagnóstico inicial, implementada uma intervenção e realizada nova avaliação. Deste modo foi utilizada a Escala de Ajustamento Mental à Doença (EAMD), como instrumento da avaliação do ajustamento mental e, ainda, um questionário de caracterização sociodemográfica e clinica dos participantes. Os participantes do estudo apresentavam uma média de 70,8 anos de idade, eram maioritariamente do sexo feminino e em média com o diagnóstico de HTA há 8,4 anos. Para a avaliação da consistência interna da EAMD foi calculado o alfa de cronbach no momento 1 e 2, sendo obtidos valores aceitáveis exceto para a subescala espirito de luta. No momento 1 de colheita de dados, na subescala espirito de luta todos os participantes foram classificados como “ajustados”, já nas restantes subescalas os participantes foram classificados como “ajustados” e “não ajustados”. Os resultados obtidos no momento 2 revelaram o impacto da intervenção realizada, visto que uma percentagem relevante dos participantes inicialmente classificados como “não ajustados” no segundo momento passaram a “ajustados”. Realizando um balanço global do estágio, somos da opinião que foram desenvolvidas as competências esperadas e cumpridos os objetivos delineados previamente. Concluímos com o estudo que a intervenção desenvolvida foi relevante para o ajustamento mental das pessoas com hipertensão arterial. |
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| Autores principais: | Alves, Ana Margarida Martins Bastos |
| Assunto: | Hipertensão - Aspectos psicológicos |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | No âmbito do 3º semestre do 2º curso do Mestrado em Enfermagem de Saúde Familiar foi desenvolvido um estágio de natureza profissional na Unidade de Cuidados Saúde Personalizados de Sever do Vouga (ACeS do Baixo Vouga), por ser um contexto de excelência para o exercício das competências do enfermeiro de família. Além disso serviu de contexto à realização de um trabalho de investigação sobre a problemática do ajustamento mental de utentes com hipertensão arterial e o impacto da intervenção do enfermeiro de família durante as consultas de vigilância de hipertensão. Este trabalho tem como objetivos descrever e realizar uma análise critico-reflexiva das competências desenvolvidas e dificuldades vivenciadas durante o estágio, bem como, no âmbito da investigação, avaliar o impacto da intervenção do enfermeiro de familia no ajustamento mental de doentes com hipertensão arterial, inscritos no programa “HTA” da UCSP do Centro de Saúde de Sever do Vouga. Realizou-se um estudo de natureza quantitativa, cumprindo um dos ciclos de uma investigação-ação, visto que foi realizado um diagnóstico inicial, implementada uma intervenção e realizada nova avaliação. Deste modo foi utilizada a Escala de Ajustamento Mental à Doença (EAMD), como instrumento da avaliação do ajustamento mental e, ainda, um questionário de caracterização sociodemográfica e clinica dos participantes. Os participantes do estudo apresentavam uma média de 70,8 anos de idade, eram maioritariamente do sexo feminino e em média com o diagnóstico de HTA há 8,4 anos. Para a avaliação da consistência interna da EAMD foi calculado o alfa de cronbach no momento 1 e 2, sendo obtidos valores aceitáveis exceto para a subescala espirito de luta. No momento 1 de colheita de dados, na subescala espirito de luta todos os participantes foram classificados como “ajustados”, já nas restantes subescalas os participantes foram classificados como “ajustados” e “não ajustados”. Os resultados obtidos no momento 2 revelaram o impacto da intervenção realizada, visto que uma percentagem relevante dos participantes inicialmente classificados como “não ajustados” no segundo momento passaram a “ajustados”. Realizando um balanço global do estágio, somos da opinião que foram desenvolvidas as competências esperadas e cumpridos os objetivos delineados previamente. Concluímos com o estudo que a intervenção desenvolvida foi relevante para o ajustamento mental das pessoas com hipertensão arterial. |
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