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Percursos do belo e do musical na tradição raiana

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Resumo:A arte, manifestação do sensível, objectiva-se na obra. O homem, como ser pensante, traduz-se nela enquanto reflexo de uma existência marcada pelos tempos e lugares que habita. Para que estes se manifestem enquanto arte, muitos afirmam ter que obedecer a princípios técnicos e estéticos rígidos, e regidos por leis codificadoras de códigos e princípios de harmonia universal. O belo, manifesto estético do que é harmónico e harmonioso, traduz a beleza contida do objecto. Este, enquanto produto do humano, tradu-la enquanto inconsciente de códigos estéticos, morais, sociais, linguísticos e regionais. Simultaneamente, o meio influencia a pesquisa, a tradução e objectivação do sensível. Percebemos pelo estudo da vivência humana que a localização geográfica se manifesta na obra de arte que, musical, pictural, literária ou outra, se desenvolve única. Assim, embora possamos falar de princípios gerais básicos de formalização e conceptualização do objecto artístico, verificamos univocamente que as particularidades de um térreo, social, e porque não moral, esculpem e trilham caminhos de formalização e vivificação únicos em arte. No musical não se foge à regra. Dentro de universos semelhantes podemos notar dissemelhanças próprias de um viver, de uma geografia diversa. Aí, o Folclorismo, revelador de uma cultura própria, renasce. Como perceber do ponto de vista criativo e estético, baseando o nosso estudo em autores de referência, a criatividade e a musicalidade do povo raiano, de um povo marcado pela fronteira Portugal - Espanha. Como perceber a tradição e a intuição criativas como reflexo do fazer e do intuir enquanto processos adquiridos. Através do estudo e análise de exemplos de música popular raiana iremos perceber de que forma a música se constitui como factor de desenvolvimento sócio-cultural, e de como o belo se traduz na obra construindo-se e constituindo-se arte.
Autores principais:Santana, Helena Maria da Silva
Outros Autores:Santana, Maria do Rosário da Silva
Assunto:Música Tradição Belo Arte Objecto Estético
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A arte, manifestação do sensível, objectiva-se na obra. O homem, como ser pensante, traduz-se nela enquanto reflexo de uma existência marcada pelos tempos e lugares que habita. Para que estes se manifestem enquanto arte, muitos afirmam ter que obedecer a princípios técnicos e estéticos rígidos, e regidos por leis codificadoras de códigos e princípios de harmonia universal. O belo, manifesto estético do que é harmónico e harmonioso, traduz a beleza contida do objecto. Este, enquanto produto do humano, tradu-la enquanto inconsciente de códigos estéticos, morais, sociais, linguísticos e regionais. Simultaneamente, o meio influencia a pesquisa, a tradução e objectivação do sensível. Percebemos pelo estudo da vivência humana que a localização geográfica se manifesta na obra de arte que, musical, pictural, literária ou outra, se desenvolve única. Assim, embora possamos falar de princípios gerais básicos de formalização e conceptualização do objecto artístico, verificamos univocamente que as particularidades de um térreo, social, e porque não moral, esculpem e trilham caminhos de formalização e vivificação únicos em arte. No musical não se foge à regra. Dentro de universos semelhantes podemos notar dissemelhanças próprias de um viver, de uma geografia diversa. Aí, o Folclorismo, revelador de uma cultura própria, renasce. Como perceber do ponto de vista criativo e estético, baseando o nosso estudo em autores de referência, a criatividade e a musicalidade do povo raiano, de um povo marcado pela fronteira Portugal - Espanha. Como perceber a tradição e a intuição criativas como reflexo do fazer e do intuir enquanto processos adquiridos. Através do estudo e análise de exemplos de música popular raiana iremos perceber de que forma a música se constitui como factor de desenvolvimento sócio-cultural, e de como o belo se traduz na obra construindo-se e constituindo-se arte.