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Análise da relação entre a masculinidade do CEO, a volatilidade, a rentabilidade e performance da empresa

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Summary:Tanto os traços psicológicos como as características físicas de um líder têm sido apontadas na literatura como fatores capazes de influenciar a capacidade de liderança, e as atitudes dos indivíduos face ao risco. Todavia, não são muitos os estudos empíricos que associam estes traços psicológicos e físicos do CEO (Chief Executive Officer) na capacidade de liderança das empresas portuguesas. O presente trabalho propõe-se a explorar de que forma a masculinidade do CEO pode influenciar a atitude do mesmo face ao risco na gestão que faz da empresa, assim como a rentabilidade e performance da empresa. Para este estudo foram analisadas 12 empresas pertencentes ao PSI (desde março de 2022 que passamos de um PSI20 ao PSI no caso de Portugal) em que os CEOs das mesmas são do sexo masculino, usando-se dados anuais entre 2019 e 2021. Para aferir sobre as características de masculinidade foram utilizadas fotografias dos CEOs disponíveis na internet, que permitiram o cálculo do índice FWHR (relação altura/largura facial) e assim concluir sobre o impacto da masculinidade do CEO no risco assumido durante as atividades de gestão que desempenham, assim como a performance e rentabilidade da empresa. Os dados das empresas recolhidos para o cálculo do risco, ROA e rentabilidade, foram obtidos do site investing.com, e através dos mesmos foram definidas e criadas as variáveis dependentes e independentes. O objetivo deste trabalho passou por analisar empiricamente se a masculinidade do CEO, a idade do CEO e da empresa influenciam ou não o comportamento das empresas face ao risco, a sua performance e rentabilidade. Apesar de não se conseguir concluir nada face ao risco, verificou-se existir uma influência positiva da idade do CEO, FWHR e idade da empresa na rentabilidade (preços) da empresa, sendo que a idade da empresa influencia de forma negativa a performance da empresa. Os resultados obtidos são um complemento à literatura já existente, visto que a análise de FWHR nunca tinha sido feita para o mercado português, tanto quanto foi possível aferir.
Main Authors:Alves, Verónica Catarina Podence
Subject:FWHR (Facial width-to-height ratio) Risco Masculinidade facial Idade CEO (Chief Executive Officer) ROA (Return On Assets)
Year:2022
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Aveiro
Language:Portuguese
Origin:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Description
Summary:Tanto os traços psicológicos como as características físicas de um líder têm sido apontadas na literatura como fatores capazes de influenciar a capacidade de liderança, e as atitudes dos indivíduos face ao risco. Todavia, não são muitos os estudos empíricos que associam estes traços psicológicos e físicos do CEO (Chief Executive Officer) na capacidade de liderança das empresas portuguesas. O presente trabalho propõe-se a explorar de que forma a masculinidade do CEO pode influenciar a atitude do mesmo face ao risco na gestão que faz da empresa, assim como a rentabilidade e performance da empresa. Para este estudo foram analisadas 12 empresas pertencentes ao PSI (desde março de 2022 que passamos de um PSI20 ao PSI no caso de Portugal) em que os CEOs das mesmas são do sexo masculino, usando-se dados anuais entre 2019 e 2021. Para aferir sobre as características de masculinidade foram utilizadas fotografias dos CEOs disponíveis na internet, que permitiram o cálculo do índice FWHR (relação altura/largura facial) e assim concluir sobre o impacto da masculinidade do CEO no risco assumido durante as atividades de gestão que desempenham, assim como a performance e rentabilidade da empresa. Os dados das empresas recolhidos para o cálculo do risco, ROA e rentabilidade, foram obtidos do site investing.com, e através dos mesmos foram definidas e criadas as variáveis dependentes e independentes. O objetivo deste trabalho passou por analisar empiricamente se a masculinidade do CEO, a idade do CEO e da empresa influenciam ou não o comportamento das empresas face ao risco, a sua performance e rentabilidade. Apesar de não se conseguir concluir nada face ao risco, verificou-se existir uma influência positiva da idade do CEO, FWHR e idade da empresa na rentabilidade (preços) da empresa, sendo que a idade da empresa influencia de forma negativa a performance da empresa. Os resultados obtidos são um complemento à literatura já existente, visto que a análise de FWHR nunca tinha sido feita para o mercado português, tanto quanto foi possível aferir.