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Atividade física e funcionalidade em pessoas idosas

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Resumo:Objetivos: A inatividade é um problema comum na sociedade atual que tende a acentuar-se com a idade. Essa inatividade, juntamente com outros fatores, é responsável pelo surgimento de limitações funcionais. O presente trabalho tem como objetivo investigar a relação entre a atividade física e a funcionalidade percebida e a performance em adultos com mais de 60 anos nos cuidados de saúde primários. Métodos: Numa amostra de 147 participantes dos Cuidados de Saúde Primários foram avaliadas a funcionalidade percebida, através do World Health Organization Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0), a performance, através da Short Physical Performance Battery (SPPB), o nível de atividade física, através da Rapid Assessment of Physical Activity (RAPA), e a dor. Resultados: A média da pontuação total da WHODAS de 12 itens foi de 19,16±7,15 num máximo possível de 60, que é indicativo de baixa limitação funcional. A média da pontuação total da SPPB foi de 8,15±2,48 num máximo de 12, o que é indicativo de boa performance funcional. Dos 147 participantes, 62,6% (92) tem um nível de atividade física que varia de sedentário a pouco ativo regular, incluindo apenas atividades leves. Apenas 10,2% (15) da amostra está num nível considerado ativo. A análise de regressão mostra que a atividade física, juntamente com a depressão e a intensidade da dor, explica 48% da variância em termos de funcionalidade percebida. Em relação à performance, os resultados indicam que a atividade física é o principal preditor da performance, explicando 29% da variância. Em conjunto com a intensidade da dor e com a idade, a atividade física explica 42% da variância. Conclusões: A atividade física funciona como fator preditor de funcionalidade percebida e de performance em adultos com 60 ou mais anos. É necessário fomentar a prática de atividade física nesta população para diminuir os níveis de inatividade e desta forma minorar ou atrasar o surgimento de limitações funcionais. O estudo reforça a complementaridade dos dois tipos de avaliação funcional (funcionalidade percebida e performance) e a necessidade de continuar a investigar de forma mais aprofundada a relação entre os vários fatores que intervêm na perda de funcionalidade.
Autores principais:Portelada, Bruno Cláudio Marrucho
Assunto:Gerontologia - Teses de mestrado Exercício físico - Pessoas idosas Cuidados de saúde
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Objetivos: A inatividade é um problema comum na sociedade atual que tende a acentuar-se com a idade. Essa inatividade, juntamente com outros fatores, é responsável pelo surgimento de limitações funcionais. O presente trabalho tem como objetivo investigar a relação entre a atividade física e a funcionalidade percebida e a performance em adultos com mais de 60 anos nos cuidados de saúde primários. Métodos: Numa amostra de 147 participantes dos Cuidados de Saúde Primários foram avaliadas a funcionalidade percebida, através do World Health Organization Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0), a performance, através da Short Physical Performance Battery (SPPB), o nível de atividade física, através da Rapid Assessment of Physical Activity (RAPA), e a dor. Resultados: A média da pontuação total da WHODAS de 12 itens foi de 19,16±7,15 num máximo possível de 60, que é indicativo de baixa limitação funcional. A média da pontuação total da SPPB foi de 8,15±2,48 num máximo de 12, o que é indicativo de boa performance funcional. Dos 147 participantes, 62,6% (92) tem um nível de atividade física que varia de sedentário a pouco ativo regular, incluindo apenas atividades leves. Apenas 10,2% (15) da amostra está num nível considerado ativo. A análise de regressão mostra que a atividade física, juntamente com a depressão e a intensidade da dor, explica 48% da variância em termos de funcionalidade percebida. Em relação à performance, os resultados indicam que a atividade física é o principal preditor da performance, explicando 29% da variância. Em conjunto com a intensidade da dor e com a idade, a atividade física explica 42% da variância. Conclusões: A atividade física funciona como fator preditor de funcionalidade percebida e de performance em adultos com 60 ou mais anos. É necessário fomentar a prática de atividade física nesta população para diminuir os níveis de inatividade e desta forma minorar ou atrasar o surgimento de limitações funcionais. O estudo reforça a complementaridade dos dois tipos de avaliação funcional (funcionalidade percebida e performance) e a necessidade de continuar a investigar de forma mais aprofundada a relação entre os vários fatores que intervêm na perda de funcionalidade.