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A solidão como caminho: representações do autoconhecimento feminino em Charneca em Flor, de Florbela Espanca

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação analisa a representação da solidão como caminho de autoconhecimento feminino na obra Charneca em Flor, de Florbela Espanca. Partindo de uma perspetiva simbólica e feminista, o estudo procura compreender de que modo a solidão, o desejo e a introspeção se convertem em expressões de resistência e liberdade num contexto social e literário patriarcal. A análise centra-se em quatro poemas: “Mendiga”, “Eu”, “Nostalgia” e “Mais Alto”, que revelam diferentes etapas da experiência feminina: da marginalização e da perda à busca de transcendência. Através das imagens e símbolos recorrentes da natureza, a poesia florbeliana transforma o sofrimento em força criadora, convertendo o silêncio imposto às mulheres em voz poética e consciente. O percurso crítico do trabalho articula leitura biográfica, análise simbólica e reflexão teórica, evidenciando como Florbela antecipa questões da crítica feminista contemporânea e afirma, na solidão, um espaço de identidade e emancipação. Assim, Charneca em Flor é lida como um testemunho literário da condição feminina e como um itinerário de reconstrução do eu.
Autores principais:ShiJie Pei
Assunto:Florbela Espanca Solidão Autoconhecimento feminino Poesia portuguesa Simbolismo Escrita feminina
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A presente dissertação analisa a representação da solidão como caminho de autoconhecimento feminino na obra Charneca em Flor, de Florbela Espanca. Partindo de uma perspetiva simbólica e feminista, o estudo procura compreender de que modo a solidão, o desejo e a introspeção se convertem em expressões de resistência e liberdade num contexto social e literário patriarcal. A análise centra-se em quatro poemas: “Mendiga”, “Eu”, “Nostalgia” e “Mais Alto”, que revelam diferentes etapas da experiência feminina: da marginalização e da perda à busca de transcendência. Através das imagens e símbolos recorrentes da natureza, a poesia florbeliana transforma o sofrimento em força criadora, convertendo o silêncio imposto às mulheres em voz poética e consciente. O percurso crítico do trabalho articula leitura biográfica, análise simbólica e reflexão teórica, evidenciando como Florbela antecipa questões da crítica feminista contemporânea e afirma, na solidão, um espaço de identidade e emancipação. Assim, Charneca em Flor é lida como um testemunho literário da condição feminina e como um itinerário de reconstrução do eu.