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A osteomelite crónica pode ser o precedente de uma infeção por Corynebacterium diphtheriae

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A infeção por C. diphtheriae foi virtualmente eliminada de muitos países desenvolvidos, contudo é endémica na áfrica subsariana. A difteria cutânea é caracterizada por feridas crónicas não cicatrizantes, precedidas habitualmente por traumatismo. Caso Clínico: Rapariga de 11 anos, natural e residente na Guiné, internada na Guiné aos 10 anos por fratura exposta do úmero esquerdo secundária a queda da própria altura. Aos 11 anos por dor, impotência funcional e fístula do úmero esquerdo e anca direita é transferida para Portugal. Analiticamente sem leucocitose, PCR 1,2 mg/L, VS 25 mm/h, HIV e IGRA negativos. TC Osteoarticular evidenciava osteomielite crónica multifocal, antiga fratura do colo cirúrgico do úmero esquerdo. Exame cultural do exsudado da ferida do úmero positivo para C. diphtheriae, S. aureus meticilina-sensivel e S. pyogenes. Foi excluída produção de toxina e presença de C. diphtheriae no exsudado faríngeo. Submetida a limpeza cirúrgica da ferida e fistulectomia. Iniciou terapêutica com penicilina, flucloxacilina e rifampicina. Conclusão: As infeções da pele por C. diphtheriae originam uma rápida resposta do sistema imunitário do hospedeiro, diminuindo a probabilidade de infeção faríngea. Contudo, constituem reservatórios para infetar indivíduos suscetíveis, reforçando a importância de um diagnóstico e início de terapêutica precoce.
Autores principais:Faustino, Joana
Outros Autores:Milheiro Silva, Tiago; Lameiras Campagnolo, João; Bajanca-Lavado, Paula; Gouveia, Catarina
Assunto:Corynebacterium diphtheriae Osteomielite Crónica Produção de Toxina Produção de Toxina Penicilina
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Nacional de Saúde
Descrição
Resumo:Introdução: A infeção por C. diphtheriae foi virtualmente eliminada de muitos países desenvolvidos, contudo é endémica na áfrica subsariana. A difteria cutânea é caracterizada por feridas crónicas não cicatrizantes, precedidas habitualmente por traumatismo. Caso Clínico: Rapariga de 11 anos, natural e residente na Guiné, internada na Guiné aos 10 anos por fratura exposta do úmero esquerdo secundária a queda da própria altura. Aos 11 anos por dor, impotência funcional e fístula do úmero esquerdo e anca direita é transferida para Portugal. Analiticamente sem leucocitose, PCR 1,2 mg/L, VS 25 mm/h, HIV e IGRA negativos. TC Osteoarticular evidenciava osteomielite crónica multifocal, antiga fratura do colo cirúrgico do úmero esquerdo. Exame cultural do exsudado da ferida do úmero positivo para C. diphtheriae, S. aureus meticilina-sensivel e S. pyogenes. Foi excluída produção de toxina e presença de C. diphtheriae no exsudado faríngeo. Submetida a limpeza cirúrgica da ferida e fistulectomia. Iniciou terapêutica com penicilina, flucloxacilina e rifampicina. Conclusão: As infeções da pele por C. diphtheriae originam uma rápida resposta do sistema imunitário do hospedeiro, diminuindo a probabilidade de infeção faríngea. Contudo, constituem reservatórios para infetar indivíduos suscetíveis, reforçando a importância de um diagnóstico e início de terapêutica precoce.