Publicação
Violência Doméstica, Polícia e COVID-19
| Resumo: | Com a pandemia do novo Coronavirus Disease 2019 (COVID-19), os cordões sanitários e a quarentena obrigatória, o lema em Portugal passou a ser “Ficar em casa é salvar vidas”, imperativo paradoxal num quadro de violência. A este cenário acrescem os problemas associados aos idosos, público cada vez mais isolado, vulnerável e mercê de tantas violências. A ciência vai desenvolver um esforço para conseguir uma radiografia da realidade no pós-pandemia e uma aproximação aos efeitos do confinamento nas vítimas (in)diretas, mas será um resultado (eventualmente) enviesado se tivermos em consideração o número de processos arquivados por falta de prova num crime muitas vezes invisível. Esse balanço poderá ser feito, através das práticas observáveis, quando as crianças de hoje forem os adultos de amanhã, obrigando a PSP a desenvolver uma permanente avaliação operacional e científica (através das ciências policiais) quanto à necessidade de adaptação dos seus recursos à nova realidade social, como tem feito ao longo de mais de 150 anos de existência. |
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| Autores principais: | Poiares, Nuno |
| Assunto: | Polícia Violência doméstica COVID-19 Pandemia Polícia e COVID-19 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | Com a pandemia do novo Coronavirus Disease 2019 (COVID-19), os cordões sanitários e a quarentena obrigatória, o lema em Portugal passou a ser “Ficar em casa é salvar vidas”, imperativo paradoxal num quadro de violência. A este cenário acrescem os problemas associados aos idosos, público cada vez mais isolado, vulnerável e mercê de tantas violências. A ciência vai desenvolver um esforço para conseguir uma radiografia da realidade no pós-pandemia e uma aproximação aos efeitos do confinamento nas vítimas (in)diretas, mas será um resultado (eventualmente) enviesado se tivermos em consideração o número de processos arquivados por falta de prova num crime muitas vezes invisível. Esse balanço poderá ser feito, através das práticas observáveis, quando as crianças de hoje forem os adultos de amanhã, obrigando a PSP a desenvolver uma permanente avaliação operacional e científica (através das ciências policiais) quanto à necessidade de adaptação dos seus recursos à nova realidade social, como tem feito ao longo de mais de 150 anos de existência. |
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