Publicação

Resgate das Obras Mortas de Pintura “Animalista” de Bernardino da Costa Lemos (175?-act.1814)

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Existiam lacunas de informação sobre o presumível desaparecimento de 11 quadros “animalistas” de Bernardino da Costa Lemos no trágico incêndio ocorrido em 1978 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Excluindo o artigo de Júlio Jesus (1928) com descrições écfrasicas-histórico-artísticas de cada uma das telas, cinquenta anos antes delas desaparecerem, Lemos subsiste na generalidade da historiografia como um modesto pintor que floresceu em final de setecentos, discípulo de Joaquim Manuel da Rocha. A localização de documentos e registos imagéticos totalmente desconhecidos da obra “animalista” de Lemos impôs uma abordagem interdisciplinar de História da Arte (micro e cripto-história da arte, iconologia), Literatura (ekphrasis) e Biologia (ecologia e taxonomia). Assim, neste artigo visitamos visualmente as referidas obras mortas, revemos a biografia do “muito hábil” pintor, confirmamos o malogrado destino do conjunto e discutimos sobre a tipologia de programa artístico produzido para o Gabinete de História Natural do mecenas Frei José Mayne.
Autores principais:Costa, A. M.
Outros Autores:Veríssimo Serrão, V.; Carvalho, Luís
Assunto:Bernardino da Costa Lemos História Natural Pintura animalista Obras mortas
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:Existiam lacunas de informação sobre o presumível desaparecimento de 11 quadros “animalistas” de Bernardino da Costa Lemos no trágico incêndio ocorrido em 1978 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Excluindo o artigo de Júlio Jesus (1928) com descrições écfrasicas-histórico-artísticas de cada uma das telas, cinquenta anos antes delas desaparecerem, Lemos subsiste na generalidade da historiografia como um modesto pintor que floresceu em final de setecentos, discípulo de Joaquim Manuel da Rocha. A localização de documentos e registos imagéticos totalmente desconhecidos da obra “animalista” de Lemos impôs uma abordagem interdisciplinar de História da Arte (micro e cripto-história da arte, iconologia), Literatura (ekphrasis) e Biologia (ecologia e taxonomia). Assim, neste artigo visitamos visualmente as referidas obras mortas, revemos a biografia do “muito hábil” pintor, confirmamos o malogrado destino do conjunto e discutimos sobre a tipologia de programa artístico produzido para o Gabinete de História Natural do mecenas Frei José Mayne.