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Caraterização físico-química do bagaço de azeitona
| Summary: | Ao longo dos últimos anos tem havido um grande crescimento no consumo e consequentemente na produção de azeite. Este facto deve-se ao reconhecimento do azeite como sendo um produto de extrema importância para a alimentação e saúde humana. Porém, a sua extração poderá estar associada a grandes problemas de contaminação ambiental devido às quantidades de resíduos produzidos. Assim, tem existido uma grande preocupação na procura de estratégias de valorização dos resíduos obtidos durante a produção de azeite pois estes têm uma composição que origina efeitos prejudiciais para os ecossistemas em grandes concentrações. Dentro destes resíduos, salientam-se as águas ruças e o bagaço de azeitona que são fontes de compostos fenólicos, o que dificultam o seu eficiente tratamento, tendo potencial para serem usados noutras indústrias. O trabalho tem como principal objetivo procurar uma forma, de entre um leque de possibilidades, valorizar o bagaço de azeitona, obtido pelo processo de extração centrífugo de duas fases, considerado resíduo da indústria extratora de azeite virgem. Esta estratégia de valorização do bagaço de azeitona, contribui para a diminuição/eliminação dos impactos ambientais negativos do bagaço e para uma transição energética, tornando este resíduo importante fonte de compostos de alto valor agregado. Uma das formas para a valorização do bagaço de azeitona é a transformação do mesmo em biocombustíveis, como o biodiesel. Conclui-se que o bagaço de azeitona utilizado neste estudo apresenta uma humidade média de 73,62 ± 0,84% e uma gordura média de 10,02 ± 0,37%. Em relação à atividade antioxidante, verificou-se que o bagaço de azeitona apresentou uma elevada concentração o que contribui para o atraso ou a inibição da oxidação. O óleo de bagaço de azeitona apresentou uma percentagem de acidez elevada (14,34 ± 0,05 mg KOH/g), a causa disto pode ser devido ao bagaço de azeitona estar num estado avançado de fermentação. |
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| Main Authors: | Mira, Ana Margarida Banha |
| Subject: | Azeite Bagaço de azeitona Valorização Biocombustíveis Biodiesel Ambiente |
| Year: | 2023 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Instituto Politécnico de Beja |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Summary: | Ao longo dos últimos anos tem havido um grande crescimento no consumo e consequentemente na produção de azeite. Este facto deve-se ao reconhecimento do azeite como sendo um produto de extrema importância para a alimentação e saúde humana. Porém, a sua extração poderá estar associada a grandes problemas de contaminação ambiental devido às quantidades de resíduos produzidos. Assim, tem existido uma grande preocupação na procura de estratégias de valorização dos resíduos obtidos durante a produção de azeite pois estes têm uma composição que origina efeitos prejudiciais para os ecossistemas em grandes concentrações. Dentro destes resíduos, salientam-se as águas ruças e o bagaço de azeitona que são fontes de compostos fenólicos, o que dificultam o seu eficiente tratamento, tendo potencial para serem usados noutras indústrias. O trabalho tem como principal objetivo procurar uma forma, de entre um leque de possibilidades, valorizar o bagaço de azeitona, obtido pelo processo de extração centrífugo de duas fases, considerado resíduo da indústria extratora de azeite virgem. Esta estratégia de valorização do bagaço de azeitona, contribui para a diminuição/eliminação dos impactos ambientais negativos do bagaço e para uma transição energética, tornando este resíduo importante fonte de compostos de alto valor agregado. Uma das formas para a valorização do bagaço de azeitona é a transformação do mesmo em biocombustíveis, como o biodiesel. Conclui-se que o bagaço de azeitona utilizado neste estudo apresenta uma humidade média de 73,62 ± 0,84% e uma gordura média de 10,02 ± 0,37%. Em relação à atividade antioxidante, verificou-se que o bagaço de azeitona apresentou uma elevada concentração o que contribui para o atraso ou a inibição da oxidação. O óleo de bagaço de azeitona apresentou uma percentagem de acidez elevada (14,34 ± 0,05 mg KOH/g), a causa disto pode ser devido ao bagaço de azeitona estar num estado avançado de fermentação. |
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