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Escolas superiores auto-suficientes: criação e impacto na gestão dos Institutos Politécnicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foram criadas, em 1990 e 1991, Escolas Superiores integradas em Institutos Politécnicos, em moldes que se prefiguravam enquadrar numa administração mista, nomeadamente, adoptando a tipologia da auto-suficiência. Tal afigura-se estranho, num País em que a Administração Pública ainda apresenta características centralizadoras, num contexto tradicionalista de administração estatal indirecta. A presente dissertação tem como objectivo identificar as razões que motivaram esta decisão que, à partida, se nos afigurava com poucas possibilidades de implementação. Entrevistados os intervenientes no projecto, foram identificados os fundamentos inovatórios da resolução, bem como os mecanismos utilizados para a fazer implementar. A análise dos dados recolhidos mostrou que, numa primeira fase, foi imposto politicamente um modelo de administração pública mista, o qual não foi implementado, por ferir a praxis tradicional e por dificuldades sócio-económicas das regiões envolvidas, sendo adoptado pelos actores intervenientes, numa segunda fase, o modelo de administração estatal indirecta.
Autores principais:Palmeiro, Maria Rita Pereira Corado Baltazar
Assunto:Ensino Superior Politécnico Portugal Instituto Politécnico de Castelo Branco Instituto Politécnico de Bragança Instituto Politécnico de Beja Instituto Politécnico do Porto Instituto Politécnico de Leiria
Ano:1995
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:Foram criadas, em 1990 e 1991, Escolas Superiores integradas em Institutos Politécnicos, em moldes que se prefiguravam enquadrar numa administração mista, nomeadamente, adoptando a tipologia da auto-suficiência. Tal afigura-se estranho, num País em que a Administração Pública ainda apresenta características centralizadoras, num contexto tradicionalista de administração estatal indirecta. A presente dissertação tem como objectivo identificar as razões que motivaram esta decisão que, à partida, se nos afigurava com poucas possibilidades de implementação. Entrevistados os intervenientes no projecto, foram identificados os fundamentos inovatórios da resolução, bem como os mecanismos utilizados para a fazer implementar. A análise dos dados recolhidos mostrou que, numa primeira fase, foi imposto politicamente um modelo de administração pública mista, o qual não foi implementado, por ferir a praxis tradicional e por dificuldades sócio-económicas das regiões envolvidas, sendo adoptado pelos actores intervenientes, numa segunda fase, o modelo de administração estatal indirecta.