Publicação
Representações mentais de mães com depressão pós-parto e o seu impacto nas interacções mãe-bebé
| Resumo: | A literatura evidencia que mães com sintomatologia de depressão pós-parto reflectem sentimentos de tristeza, instabilidade emocional, irritabilidade, choro e cansaço, pelo que apresentam uma grande dificuldade em estabelecer um vínculo afectivo saudável com o seu bebé (Brazelton & Cramer, 1997). Neste sentido, o presente trabalho procurou compreender qual é o impacto que as representações mentais, de mães com depressão pós-parto, podem ter na interação mãe-bebé. O estudo de cariz qualitativo foi realizado a partir de cinco mães com diagnóstico de depressão pós-parto. O protocolo de avaliação foi constituído por cinco instrumentos: Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh, o Inventário de Avaliação Clínica de Depressão – IACLIDE, o Inventário de Personalidade de Millon e ainda, a Entrevista R, cujo objectivo principal assenta na compreensão e análise das representações mentais. A análise dos resultados obtidos, através dos instrumentos utilizados, permitiu concluir que os dados obtidos suportam a revisão da literatura efectuada (Brazelton e Cramer, 1997; Klaus, 2000; Spitz, 2000; Schwengber e Piccinini, 2003), uma vez que estas mães reproduziram representações mentais com tonalidade afectiva negativa quer de si próprias, quer dos seus bebés. Diante destes dados, é de prever a possibilidade de ocorrência de repercussões desfavoráveis nas interacções precoces com o bebé, o que pode levar a um comprometimento do prognóstico cognitivo e comportamental da criança. Segundo Silva & Botti (2005) as consequências, em termos do desenvolvimento humano, são preocupantes, pelo que, torna-se necessário um planeamento de intervenções que contemplem um acompanhamento psicológico e a organização de cuidados de saúde diferenciados das famílias, onde as mães possam apresentar sintomatologia de depressão pós-parto, tendo presente acções especializadas de protecção às crianças. |
|---|---|
| Autores principais: | Costa, Ana Rita Fernandes da |
| Assunto: | Maternidade Depressão pós-parto Representações mentais Interacção mãe-bebé |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | A literatura evidencia que mães com sintomatologia de depressão pós-parto reflectem sentimentos de tristeza, instabilidade emocional, irritabilidade, choro e cansaço, pelo que apresentam uma grande dificuldade em estabelecer um vínculo afectivo saudável com o seu bebé (Brazelton & Cramer, 1997). Neste sentido, o presente trabalho procurou compreender qual é o impacto que as representações mentais, de mães com depressão pós-parto, podem ter na interação mãe-bebé. O estudo de cariz qualitativo foi realizado a partir de cinco mães com diagnóstico de depressão pós-parto. O protocolo de avaliação foi constituído por cinco instrumentos: Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh, o Inventário de Avaliação Clínica de Depressão – IACLIDE, o Inventário de Personalidade de Millon e ainda, a Entrevista R, cujo objectivo principal assenta na compreensão e análise das representações mentais. A análise dos resultados obtidos, através dos instrumentos utilizados, permitiu concluir que os dados obtidos suportam a revisão da literatura efectuada (Brazelton e Cramer, 1997; Klaus, 2000; Spitz, 2000; Schwengber e Piccinini, 2003), uma vez que estas mães reproduziram representações mentais com tonalidade afectiva negativa quer de si próprias, quer dos seus bebés. Diante destes dados, é de prever a possibilidade de ocorrência de repercussões desfavoráveis nas interacções precoces com o bebé, o que pode levar a um comprometimento do prognóstico cognitivo e comportamental da criança. Segundo Silva & Botti (2005) as consequências, em termos do desenvolvimento humano, são preocupantes, pelo que, torna-se necessário um planeamento de intervenções que contemplem um acompanhamento psicológico e a organização de cuidados de saúde diferenciados das famílias, onde as mães possam apresentar sintomatologia de depressão pós-parto, tendo presente acções especializadas de protecção às crianças. |
|---|