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Utilização da microalga Chlorella vulgaris em vitivinicultura

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Resumo:A qualidade do vinho depende diretamente das técnicas e produtos utilizados para a sua produção. Apesar de se observar a eficácia das técnicas e produtos tradicionais, a procura por alternativas de produção mais naturais e mais sustentáveis tem sido uma temática importante. Neste sentido, a vitivinicultura tem investido na inovação tecnológica por forma a substituir as estratégias tradicionais, mas com o intuito de garantir a eficácia no combate e minimização dos problemas que ocorrem no processo de vinificação do vinho, como é o caso da turvação, e no processo de cultivo da vinha, como os estragos causados pelo escaldão, a compactação dos cachos e respetivo rebentamento dos bagos de uva e, ainda, a infeção das videiras por míldio, causada pelo fungo Plasmopara viticola. Assim, este trabalho teve como objetivos estudar o efeito da microalga Chlorella vulgaris no processo de clarificação do vinho branco e analisar qual a influência desta microalga nos parâmetros físico-químicos do vinho, bem como estudar o efeito da Chlorella vulgaris e o efeito do seu meio de cultura como possíveis tratamentos da vinha. A metodologia contemplou a realização de ensaios enológicos (clarificação e caracterização físico-química) e ensaios agronómicos (prevenção do escaldão, aumento do comprimento do cacho e defesa contra o míldio). Nos ensaios enológicos foram testados dois agentes clarificantes, a bentonite e a C. vulgaris, para se comparar a aptidão de cada um na redução da turvação do vinho e determinar a sua influência sobre os parâmetros físico-químicos. Nos ensaios agronómicos foram testados diversos tratamentos, desde práticas culturais, produtos fitofarmacêuticos e produtos biológicos, incluindo a C. vulgaris, para se comparar as suas capacidades de atuação no controlo e prevenção de acidentes fisiológicos e doenças da vinha. Os resultados mostraram que a utilização de C. vulgaris como agente clarificante contribuiu eficazmente para a redução da turvação do vinho e diminuiu a acidez total do mesmo. Além disso, constatou-se que a C. vulgaris, bem como o seu meio de cultura, tiveram ambos efeitos satisfatórios na estimulação do crescimento dos cachos, verificando-se um aumento do comprimento dos mesmos. Na prevenção do escaldão e defesa contra o míldio, verificou-se que o meio de cultura de C. vulgaris foi eficaz, porém os resultados não foram promissores.
Autores principais:Amaro, Leonor Donga
Assunto:Biofungicidas Chlorella vulgaris Clarificação do vinho Comprimento do cacho Escaldão Vinha
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:A qualidade do vinho depende diretamente das técnicas e produtos utilizados para a sua produção. Apesar de se observar a eficácia das técnicas e produtos tradicionais, a procura por alternativas de produção mais naturais e mais sustentáveis tem sido uma temática importante. Neste sentido, a vitivinicultura tem investido na inovação tecnológica por forma a substituir as estratégias tradicionais, mas com o intuito de garantir a eficácia no combate e minimização dos problemas que ocorrem no processo de vinificação do vinho, como é o caso da turvação, e no processo de cultivo da vinha, como os estragos causados pelo escaldão, a compactação dos cachos e respetivo rebentamento dos bagos de uva e, ainda, a infeção das videiras por míldio, causada pelo fungo Plasmopara viticola. Assim, este trabalho teve como objetivos estudar o efeito da microalga Chlorella vulgaris no processo de clarificação do vinho branco e analisar qual a influência desta microalga nos parâmetros físico-químicos do vinho, bem como estudar o efeito da Chlorella vulgaris e o efeito do seu meio de cultura como possíveis tratamentos da vinha. A metodologia contemplou a realização de ensaios enológicos (clarificação e caracterização físico-química) e ensaios agronómicos (prevenção do escaldão, aumento do comprimento do cacho e defesa contra o míldio). Nos ensaios enológicos foram testados dois agentes clarificantes, a bentonite e a C. vulgaris, para se comparar a aptidão de cada um na redução da turvação do vinho e determinar a sua influência sobre os parâmetros físico-químicos. Nos ensaios agronómicos foram testados diversos tratamentos, desde práticas culturais, produtos fitofarmacêuticos e produtos biológicos, incluindo a C. vulgaris, para se comparar as suas capacidades de atuação no controlo e prevenção de acidentes fisiológicos e doenças da vinha. Os resultados mostraram que a utilização de C. vulgaris como agente clarificante contribuiu eficazmente para a redução da turvação do vinho e diminuiu a acidez total do mesmo. Além disso, constatou-se que a C. vulgaris, bem como o seu meio de cultura, tiveram ambos efeitos satisfatórios na estimulação do crescimento dos cachos, verificando-se um aumento do comprimento dos mesmos. Na prevenção do escaldão e defesa contra o míldio, verificou-se que o meio de cultura de C. vulgaris foi eficaz, porém os resultados não foram promissores.