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Resiliência, qualidade de vida e bem-estar subjetivo em idosos institucionalizados

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Summary:O envelhecimento demográfico é uma realidade inegável e os desafios com que os idosos se confrontam, tornam por vezes necessário a sua institucionalização. Ao entrar para uma instituição, por vezes, o idoso perde a sua individualidade e, consequentemente, pode entrar num processo de isolamento que contribuirá para níveis elevados de insatisfação com a vida, interferindo com a qualidade da mesma, bem como com o seu bem-estar subjetivo. As situações de dependência, as alterações verificadas nas estruturas familiares, as razões que levam à institucionalização e ainda as relações e formas de ocupação dos tempos livres têm sido variáveis apontadas por vários investigadores como determinantes na satisfação com a vida dos Idosos (Rodrigues, 2011). Segundo Roncon e Menezes (1993), a institucionalização é uma transição de vida importante para o idoso, que exige a adaptação deste a novos papéis, relações e espaços. Esta nova realidade pode originar reações de medo, revolta e insegurança, tornando a institucionalização numa experiência negativa, que terá influência na qualidade de vida e bem-estar subjetivo do idoso. A resiliência assume aqui um papel importante, visto estar associada à habilidade do individuo para lidar com os problemas, adaptar-se a mudanças e resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, podendo ainda sair desta situação mais forte, logo a avaliação da resiliência, da qualidade de vida e do bem-estar subjetivo constitui uma mais-valia, pois através desta análise, podem retirar-se dados importantes que permitam intervir na população idosa. A presente investigação tem como objetivo geral saber como a resiliência de um idoso institucionalizado pode contribuir para a sua qualidade de vida e bem-estar subjetivo. Para o efeito recorreu-se aos seguintes instrumentos de avaliação: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Rastreio de Défice Cognitivo - Mini Mental State Examination, Escala de Resiliência adaptada à população adulta portuguesa, Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida (IAQdV) e Questionário de Avaliação do Bem-Estar Subjetivo. Inicialmente a amostra foi constituída por 60 indivíduos, residentes em lar, com idades compreendidas entre os 69 e 100 anos. Após se verificar se os mesmos auferiam comprometimento cognitivo, a amostra reduziu para 23 indivíduos. Os principais resultados, obtidos por meio das escalas revelaram que os idosos apresentam níveis altos de resiliência, que contribuem positivamente para a sua qualidade de vida e bem-estar subjetivo. Face aos resultados obtidos foi proposto um Projeto de Intervenção designado de “EnvelheSer Confiante” cujo principal objetivo é promover o cuidado com o corpo, a mente e as relações – tendo em conta os seus gostos e experiências de vida –, para que os idosos institucionalizados se mantenham ativos e confiantes, de forma a favorecer a sua saúde e autorrealização, logo contribuindo para uma melhoria da sua qualidade de vida e do seu bem-estar subjetivo.
Main Authors:Lopes, Maria João Carvoeiras
Subject:Envelhecimento Idosos institucionalizados Resiliência Qualidade de vida Bem-estar subjetivo Autoconfiança
Year:2024
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Beja
Language:Portuguese
Origin:Repositório Institucional do IPBeja
Description
Summary:O envelhecimento demográfico é uma realidade inegável e os desafios com que os idosos se confrontam, tornam por vezes necessário a sua institucionalização. Ao entrar para uma instituição, por vezes, o idoso perde a sua individualidade e, consequentemente, pode entrar num processo de isolamento que contribuirá para níveis elevados de insatisfação com a vida, interferindo com a qualidade da mesma, bem como com o seu bem-estar subjetivo. As situações de dependência, as alterações verificadas nas estruturas familiares, as razões que levam à institucionalização e ainda as relações e formas de ocupação dos tempos livres têm sido variáveis apontadas por vários investigadores como determinantes na satisfação com a vida dos Idosos (Rodrigues, 2011). Segundo Roncon e Menezes (1993), a institucionalização é uma transição de vida importante para o idoso, que exige a adaptação deste a novos papéis, relações e espaços. Esta nova realidade pode originar reações de medo, revolta e insegurança, tornando a institucionalização numa experiência negativa, que terá influência na qualidade de vida e bem-estar subjetivo do idoso. A resiliência assume aqui um papel importante, visto estar associada à habilidade do individuo para lidar com os problemas, adaptar-se a mudanças e resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, podendo ainda sair desta situação mais forte, logo a avaliação da resiliência, da qualidade de vida e do bem-estar subjetivo constitui uma mais-valia, pois através desta análise, podem retirar-se dados importantes que permitam intervir na população idosa. A presente investigação tem como objetivo geral saber como a resiliência de um idoso institucionalizado pode contribuir para a sua qualidade de vida e bem-estar subjetivo. Para o efeito recorreu-se aos seguintes instrumentos de avaliação: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Rastreio de Défice Cognitivo - Mini Mental State Examination, Escala de Resiliência adaptada à população adulta portuguesa, Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida (IAQdV) e Questionário de Avaliação do Bem-Estar Subjetivo. Inicialmente a amostra foi constituída por 60 indivíduos, residentes em lar, com idades compreendidas entre os 69 e 100 anos. Após se verificar se os mesmos auferiam comprometimento cognitivo, a amostra reduziu para 23 indivíduos. Os principais resultados, obtidos por meio das escalas revelaram que os idosos apresentam níveis altos de resiliência, que contribuem positivamente para a sua qualidade de vida e bem-estar subjetivo. Face aos resultados obtidos foi proposto um Projeto de Intervenção designado de “EnvelheSer Confiante” cujo principal objetivo é promover o cuidado com o corpo, a mente e as relações – tendo em conta os seus gostos e experiências de vida –, para que os idosos institucionalizados se mantenham ativos e confiantes, de forma a favorecer a sua saúde e autorrealização, logo contribuindo para uma melhoria da sua qualidade de vida e do seu bem-estar subjetivo.