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Papel do exercício físico domiciliário na manutenção da saúde, durante o confinamento

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Resumo:A presente dissertação intitulada “Papel do Exercício Físico Domiciliário na Manutenção da Saúde durante o Confinamento” insere-se no âmbito do Mestrado em Atividade Física e Saúde, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja. Devido à COVID-19, o projeto de investigação inicialmente delineado foi modificado e adaptado. Existem evidências que fundamentam os efeitos positivos da prática de atividade física (AF) na melhoria e manutenção da saúde e qualidade de vida, que previnem e reduzem os efeitos das doenças, contribuem para a manutenção e melhoraria funcionalidade, independência e para a diminuição da mortalidade dos idosos. Este trabalho procura examinar a forma como os programas de atividade física domiciliários, se refletem na saúde e qualidade de vida da população idosa e, consequentemente, como contribuem para a manutenção e melhoria da sua funcionalidade e independência. Esta dissertação foi realizada com o apoio do projeto “Gente em Movimento” do Município de Serpa, e teve como objetivo geral caracterizar a atividade física (AF), qualidade de vida relacionada com a saúde (QdVRS) e aptidão física de idosos e verificar a eficácia de um programa de exercício físico domiciliário na manutenção da saúde dos idosos, durante o confinamento. O estudo envolveu adultos com idade igual ou superior a 65 anos, autónomos, a viver na comunidade e residentes no concelho de Serpa e participantes no programa de AF do município designado “Gente em Movimento”. Em função dos objetivos específicos do estudo, foram adotadas metodologias longitudinais e transversais e selecionados os instrumentos válidos e adequados à população em estudo. Os resultados demonstraram que a boa opinião sobre a FF, FS, DE, SM e menor perceção de DC estão relacionadas com a não ocorrência de quedas. Também uma boa opinião sobre a FF e DE se relacionam com uma boa mobilidade. As nossas descobertas indicam que uma boa QdVRS está correlacionada positivamente com a mobilidade. Concretamente perceções mais positivas da função física e do desempenho emocional estavam associadas a uma boa mobilidade. Relativamente ao programa domiciliar orientado verificou-se uma melhoria significativa na mobilidade funcional e na força dos membros inferiores dos idosos, não apresentado as mesmas melhorias na força de preensão manual. Os contatos sociais à distância podem ser encorajados como um meio para manter a proximidade social, enquanto estão fisicamente distantes. Estimular comportamentos saudáveis, como a prática de atividade física e a redução de comportamentos sedentários, promove estilos de vida ativos, previne quedas, contribui para a manutenção da mobilidade, capacidade funcional e cognitiva dos idosos e converge para a autogestão da qualidade de vida dos idosos. Assegurar a preservação da saúde e qualidade de vida da população idosa é um desafio, mas é importante que os diversos setores da sociedade, particularmente através da oferta de programas de AF e campanhas de promoção de AF, continuem a incentivar a adesão a um estilo de vida ativo e saudável.
Autores principais:Rosa, Tiago Filipe Quaresma
Assunto:Idosos Saúde Exercício físico domiciliário Qualidade de vida Mobilidade funcional
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:A presente dissertação intitulada “Papel do Exercício Físico Domiciliário na Manutenção da Saúde durante o Confinamento” insere-se no âmbito do Mestrado em Atividade Física e Saúde, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja. Devido à COVID-19, o projeto de investigação inicialmente delineado foi modificado e adaptado. Existem evidências que fundamentam os efeitos positivos da prática de atividade física (AF) na melhoria e manutenção da saúde e qualidade de vida, que previnem e reduzem os efeitos das doenças, contribuem para a manutenção e melhoraria funcionalidade, independência e para a diminuição da mortalidade dos idosos. Este trabalho procura examinar a forma como os programas de atividade física domiciliários, se refletem na saúde e qualidade de vida da população idosa e, consequentemente, como contribuem para a manutenção e melhoria da sua funcionalidade e independência. Esta dissertação foi realizada com o apoio do projeto “Gente em Movimento” do Município de Serpa, e teve como objetivo geral caracterizar a atividade física (AF), qualidade de vida relacionada com a saúde (QdVRS) e aptidão física de idosos e verificar a eficácia de um programa de exercício físico domiciliário na manutenção da saúde dos idosos, durante o confinamento. O estudo envolveu adultos com idade igual ou superior a 65 anos, autónomos, a viver na comunidade e residentes no concelho de Serpa e participantes no programa de AF do município designado “Gente em Movimento”. Em função dos objetivos específicos do estudo, foram adotadas metodologias longitudinais e transversais e selecionados os instrumentos válidos e adequados à população em estudo. Os resultados demonstraram que a boa opinião sobre a FF, FS, DE, SM e menor perceção de DC estão relacionadas com a não ocorrência de quedas. Também uma boa opinião sobre a FF e DE se relacionam com uma boa mobilidade. As nossas descobertas indicam que uma boa QdVRS está correlacionada positivamente com a mobilidade. Concretamente perceções mais positivas da função física e do desempenho emocional estavam associadas a uma boa mobilidade. Relativamente ao programa domiciliar orientado verificou-se uma melhoria significativa na mobilidade funcional e na força dos membros inferiores dos idosos, não apresentado as mesmas melhorias na força de preensão manual. Os contatos sociais à distância podem ser encorajados como um meio para manter a proximidade social, enquanto estão fisicamente distantes. Estimular comportamentos saudáveis, como a prática de atividade física e a redução de comportamentos sedentários, promove estilos de vida ativos, previne quedas, contribui para a manutenção da mobilidade, capacidade funcional e cognitiva dos idosos e converge para a autogestão da qualidade de vida dos idosos. Assegurar a preservação da saúde e qualidade de vida da população idosa é um desafio, mas é importante que os diversos setores da sociedade, particularmente através da oferta de programas de AF e campanhas de promoção de AF, continuem a incentivar a adesão a um estilo de vida ativo e saudável.